20 de jan. de 2023

NOTA DE REPÚDIO

Lucas Lacaz Ruiz / A13

Nós da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba repudiamos os atos antidemocráticos, terroristas e de vandalismo, cometidos contra a Democracia e aos patrimônios públicos e privados, seja através do bloqueio de rodovias, o discurso de ódio, divulgação de fake news, aos acampamentos de extremistas em frente dos quartéis, a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal em 12 de dezembro de 2022 e a tentativa de golpe de estado contra os três Poderes Constituídos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília. 

 Defendemos a Democracia e acreditamos que ela seja o caminho mais seguro para uma sociedade com justiça social, agroecologia, proteção da biodiversidade e dos povos originários, valorização da  cultura e da ciência, e promoção da reforma agrária, dentre outros valores de uma sociedade democrática que são inegociáveis. 




6 de dez. de 2022

Fortalecendo o Núcleo ‘Mutirão Agroflorestal' de Pindamonhangaba

Por Antonio Devide – Pesquisador científico da APTA / Unidade Regional de Pesquisa e Desenvolvimento de Pindamonhangaba


O projeto ‘Sistemas Agroflorestais (SAF) com frutas nativas e segurança alimentar e nutricional (SAN) em Pindamonhangaba – SP’, desenvolvido no ano de 2022, teve como objetivo principal o fortalecimento de um Núcleo de Mutirão Agroflorestal neste município, que tem ações desenvolvidas pelo coletivo da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba desde o ano de 2012.

O projeto resulta de um esforço conjunto de pesquisadores da APTA – Unidade Regional de Pesquisa e Desenvolvimento, que realizaram as capacitações e organizaram os mutirões de implantação e manejo de SAF; e técnicos do Corredor Ecológico do Vale do Paraíba, que vistoriaram as áreas para promoverem adequações no CAR - Cadastro Ambiental Rural e gestão dos recursos.

Metodologia

Os participantes foram selecionados a partir de um questionário semiestruturado preenchido com aplicativo de celular, que circulou entre fevereiro-março/2022 entre os proprietários rurais de Pindamonhangaba. Após a coleta de dados, os interessados conheceram a equipe, os objetivos do projeto e a metodologia de trabalho, com encontros presenciais na APTA e no bairro do Ribeirão Grande, além de reuniões virtuais que deram a oportunidade para quem não pode participar das atividades presenciais.


Oficinas sobre Sistemas Agroflorestais e Segurança Alimentar e Nutricional

A primeira oficina sobre SAF e SAN foi realizada no setor de fitotecnia da APTA, em Abril/2022. Na ocasião foram apresentadas as bases da pesquisa cidadã em Agroecologia e diversos com SAF experimentais implantados e manejados em mutirões com público externo variado, composto por estudantes, educadores, profissionais de empresas públicas e privadas, e muitos membros da Rede Agroflorestal.

As PANC – Plantas Alimentícias Não Convencionais, que incluem muitas frutas nativas, são destaque nas pesquisas em sistemas agroecológicos de produção coordenados pela Drª Cristina Maria de Castro. Para saber mais sobre as pesquisas acesse o link: <https://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/arquivos/iacdoc118.pdf>.

Essa atividade abrangeu a apresentação dos sistemas, das frutas nativas e PANC e um mutirão de manejo agroflorestal foi realizado para sistematizar uma área já implantada por pessoas ligadas a URBAM de São José dos Campos, em 29/09/2021. <http://redeagroflorestalvaledoparaiba.blogspot.com/2021/10/capacitacao-em-tecnicas-para-maior.html>.

O relato da oficina está disponível no link: http://redeagroflorestalvaledoparaiba.blogspot.com/2022/04/

A segunda oficina foi realizada na propriedade de Marcelo Rebellato, no Bairro do Ribeirão Grande. Após os participantes percorrerem a propriedade elaborou-se um plano participativo de manejo da área. Os trabalhos foram finalizados com um mutirão para implantação de um pequeno SAF de 200m².

  

Marcelo Rebellato segura uma ferramenta elaborada por Carlos Silvestre para destoca de muda de bananeira; área de pomar implantado e Mapa gerado na oficina com o planejamento da propriedade.

Caracterização do público

Obtivemos em 28 questionários respondidos a caracterização do ingresso de um público que está migrando para o meio rural e não desempenha uma atividade produtiva (32%), seguida de produtores tradicionais na produção animal (19%), florestal (19%) e agrícola (16%) (Figura 1). A produção agroflorestal, que aparece em apenas 6% dos casos, emerge nesse grupo para unificar as diversas vertentes e que pode inserir o novo rural nas atividades produtivas.


Figura 1. Frequência relativa e absoluta das atividades nas unidades de produção de Pindamonhangaba. Fonte: Cristina Castro; Antonio Devide (2022).

Perfil dos participantes do projeto 

Participam do projeto agricultores e agricultoras e o novo rural, que engloba diversidade de pessoas oriundas do meio urbano, com destaque para educadores e técnicos de diversas áreas do saber, interessados em melhorar a qualidade do ambiente com foco na produção agroecológica de alimentos.

O projeto, formalmente iniciado com 20 participantes, até o presente momento viabilizou a implantação de sete áreas de SAF com duas previstas a serem implantadas no mês de dezembro e outras cinco que deverão ser implantadas em 2023 a partir de uma articulação local.

As iniciativas estão distribuídas no território de Pindamonhangaba com ênfase no entorno da Área de Proteção Ambiental – APA da Serra da Mantiqueira, principalmente no bairro do Ribeirão Grande. Os SAF contribuem para ligar fragmentos florestais e proteger áreas de contorno da APA, melhoram o fluxo gênico da fauna e da flora e reforçam o corredor ecológico que liga as unidades de produção e a APA Mantiqueira (Figura 2).

Figura 2. Manchas caracterizam as unidades de produção do projeto. Fonte: técnicos do Corredor Ecológico do Vale do Paraíba.

Integram o grupo de trabalho os representantes de duas organizações com potencial de se tornarem vitrines agroecológicas para a difusão dos SAF: a Fazenda Nova Gokula, cujos membros estão empenhados em promover a adequação do uso do solo da fazenda de 119 hectares, e Céu do Vale, cujos membros desenvolvem o cultivo de plantas sagradas para rituais religiosos. 

Tipologias agroflorestais no Vale do Paraíba

Conforme o Plano de Ação da Rede Agroflorestal <https://bit.ly/rede-agroflorestal>, dentre as diversas tipologias de SAF presentes nas propriedades rurais do Vale do Paraíba, se destacam os cultivos de plantas anuais e adubos verdes em aleias (51%); quintais agroflorestais (44%), SAF Biodiversos (31%) e agricultura sintrópica (32%) (Figura 3).

Figura 3. Frequência das tipologias agroflorestais e propriedades rurais no Vale do Paraíba, segundo 71 pessoas que responderam o questionário para o Plano de Ação da Rede Agroflorestal. Desenhos: Luiza Amoroso

A palmeira juçara é a principal espécie nativa ocorrente nas unidades de produção com potencial econômico para extração da polpa dos frutos a fim de se obter o suco da juçara (Figuras 4 a 6).

Figura 4. Renque de palmeiras juçara em um SAF implantado com bananeira e plantas sagradas o Céu do Vale.

 

Figuras 5 e 6. Área de plantio de palmeira juçara do Sítio Forelle, do casal Andreas e Eleandra, possibilita a sistematização da colheita e frutos para aproveitamento econômico.

Um dos focos do projeto é fomentar o cultivo e consumo das PANC, com destaque para as frutíferas nativas cambuci, uvaia, araçá, araçandiba, grumixama, condessa, dentre outras.

Os Mutirões Agroflorestais

O projeto valoriza a inserção de frutas nativas em diversidade de tipologias de SAF: são pomares plantados em áreas sistematizadas com o uso de tratorito e enxada rotativa e plantio com motocoveador; semeadura de muvuca com frutas nativas; criação de barreiras agroflorestais formando corredores ecológicos no entorno de quintais agroflorestais com frutas nativas; cultivo em aleias com frutas nativas em linhas de diversidade perene; agroflorestas em várzea e terras altas, etc...

Sítio Uriguva – O Bom da Roça e o SAF em pequenos espaços

Por Marília de Paula

Marília de Paula é uma educadora feliz, que trabalha com as plantas alimentícias, bonsai, permacultura e atualmente está focada na construção de sua nova casa. Situada no bairro Bonsucesso, a unidade de pouco mais de 5mil m² está situada entre os trilhos do bonde e a rodovia Amador Bueno da Veiga que vai para Campos do Jordão (Figura 7). 

Figura 7. Área de plantio em ‘L’ em baixada inundável. 

Já tivemos mutirões neste local e na ocasião o desejo foi inserir algumas frutas nativas, tais como cambuci, araçá, uvaia e juçara, em contorno para enriquecer o fragmento de mata atlântica local.

 

Figuras 8 e 9. Planejamento e plantio de frutíferas nativas para o enriquecimento de fragmento de mata atlântica.

Os participantes do mutirão receberam de Marília de Paula uma aula sobre o manejo de bonsai e degustaram alimentos produzidos localmente.

  

Figura 10. Aula de produção de bonsai e permacultura.

Terra Beija Flor, um pedaço de chão que pode mudar a vizinhança

Por Patrícia Caro e Fernando

A pequena propriedade se conecta com outras que estão inseridas em um parcelamento do solo fora das medidas  legais recomendadas. Com isso, o trabalho assume um desafio de transformar um platô terraceado em área produtiva, que possa servir de referência para a vizinhança, agregando produção de alimentos, restauração e proteção do solo aos atributos paisagísticos e ecológicos.

Figuras 11 e 12. Casal Fernando e Patrícia com a pesquisadora Cristina retirando da APTA as mudas, sementes, equipamentos e ferramentas para a implantação do SAF.

Figura 13. Implantação de três canteiros com agricultura (taioba, araruta, batata-doce, feijão), frutas nativas (cambuci, araçandiba, araçá, uvaia, fruta do conde) e árvores para poda (gliricídia), intercalados com faixas de 8 m de largura semeadas com coquetel de adubação verde (feijão de porco, girassol, mamona). 

Figura 14. Roda de conversa no intervalo com lanche colaborativo e informações sobre o preparo de tinta ecológica a base de terra, palma (Opuntia sp.) e outros constituintes. O lanche ainda contou com a degustação de suco de jerivá vindo do Sítio Rainha de São Luiz do Paraitinga, cortesia de Natália.

Sítio Pé do Mulungu e a união familiar no alto do morro

Por Rita e Francisco Malvezzi

Um mutirão que 'forçou' a primeira visita dos familiares paulistanos do casal para uma vivência agroflorestal (Figura 15).

Figura 15 e 16. O grupo de mutirão local ganhou o reforço dos familiares do casal e uma oportunidade para estreitarem os laços e vivenciarem novas experiências entre pais e filhos.

Com auxílio do tratorito, Francisco preparou três terraços de 2m de largura intercalados com faixas de 4m, mantidas recobertas com braquiária, para evitar a erosão do solo e servir para produção de matéria orgânica que deverá ser roçada periodicamente para o aporte de matéria orgânica aos canteiros.

Figura 17. Área de plantio terraceada no alto do morro, enquanto ao fundo se vê as faixas de terras dos novos parcelamentos do solo.

Figuras 18, 19 e 20. Rita realizando a semeadura nos terraços, autora do croqui arte e do mapa de campo final.

O plantio em nível seguiu inicialmente o planejamento artístico elaborado por Rita (Fig. 18), antes do mutirão (Fig. 19), e que foi adaptado para que as linhas de diversidade concentrassem a produção de alimentos (feijão, quiabo, batata doce, açafrão, banana e frutas nativas) com adubação verde (feijão de porco, tefrósia, guandu e mamona). Ainda foram plantadas estacas de orelha de onça (Melatomataceae) e amoreira. As faixas de braquiária também receberam o plantio de espécies, conforme croqui atualizado por Rita (Fig. 20).

Figura 21. O uso do perfurador mecânico acelerou o plantio realizado pelos familiares do casal, vindos de São Paulo, e dos participantes do projeto e seus filhos. As árvores nativas preservadas da regeneração natural funcionaram como tutores para os carás moela que foram plantados.

Figura 22. O lanche abaixo da árvore foi regado de receitas caseiras preparadas por Rita e Francisco pouco tempo antes. 

O quintal agroflorestal fortalece o corredor ecológico nas divisas da propriedade

Por Matheus Vieira e Ana Laura 

O plantio foi realizado em uma faixa de 2m de largura de contorno da propriedade rural (Figuras 23 e 34). A ideia é formar um corredor ecológico com solo preparado com tratorito para o plantio de frutas nativas, tais como cambuci, araçá, grumixama, uvaia, araçandiba e juçara, além de diversidade de PANC (taioba, curcuma, chaia, araruta, ora-pro-nobis, cunhã, capuchinha, peixinho) e culturas (quiabo, feijão preto, batatas doce coloridas) e adubos verdes (feijão de porco, tefrósia, mamona, guandu) (Figuras 25 e 26).

 

Figuras 23 e 24. Corredor ecológico sendo formado na cerca viva.

Figuras 25, 26 e 27. Tratorito sendo preparado para o plantio de PANC diversas.

Figura 28. Confraternização dos participantes.

No Sítio Araçatuba a restauração de uma nascente une à muvuca com a produção agroflorestal

Por Irineu Pinto e Cristina Eustáquia

A muvuca é uma mistura de sementes florestais, culturas agrícolas e adubos verdes, que toma como referência uma proporção teoricamente adequada de espécies pioneiras e não pioneiras (secundárias iniciais, tardias e climácicas) (Figura 29). A muvuca foi preparada com a ajuda das crianças (Figura 30 e 31). 

 

Figuras 29, 30 e 31. Preparo de muvuca para semeadura direta. 

O plantio direto de muvuca é uma prática eficiente preconizada para a restauração de áreas desflorestadas nos diversos biomas brasileiros. Na Mata Atlântica, especificamente na bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, há áreas implantadas com muvuca nos últimos cinco anos, que compõe um espectro de experiências pesquisadas principalmente pelo Instituto de Ciência e Tecnologia da UNESP de São José dos Campos, APTA e iniciativa Caminhos da Semente. 

A semeadura dessas espécies em linhas ou em covetas, intercaladas com adubação verde de feijão de porco e mamona, além de mudas de frutas nativas e árvores dos estágios futuros (araribá, jatobá, cedro e outras) tem a finalidade de recobrir a área que se quer restaurar em um curto espaço de tempo e de maneira que a sucessão florestal se estabeleça (Figuras 32, 33 e 34).

  

Figuras 32, 33 e 34. A semeadura direta foi intercalada com adubos verdes, mudas de frutas nativas e árvores e estacas de amora e orelha-de-onça.

A área escolhida para restauração é uma micro-microbacia com divisores bem marcados na propriedade e área vizinha. Na parte baixa com solo alagado, a vegetação de lírio foi preservada, e no contorno da área foi aberta uma rua de 2m de largura com cerca de 250 m de comprimento. A vegetação foi roçada para o plantio direto e a massa seca foi rastelada para cobertura dos berços. 

Mutirão nas várzeas do Sítio Santo Antônio

Por Aline e Aldo

A restauração produtiva de uma área de várzea em pousio há alguns anos fez om que o trabalho tivesse que partir da seleção de plantas adaptadas ao encharcamento do solo, bem como, por um sistema mais adequado de plantio (Figura 35). Assim, priorizou-se o plantio direto de culturas, tais como inhame e taioba, além das arbóreas tais como grumixama, sesbânia e guanandi, embora o plantio em montículos seja recomendado apra solos inundáveis. Para adubação verde semeou-se fedegoso, flemíngia e paquinha, que também são espécies nativas e exótica tolerantes à inundação do solo. Nesta área foram plantadas mudas de frutas nativas (cambuci, uvaia, grumixama, juçara) e entre elas, mudas de bananeira. 

Figura 35. Área de várzea com linhas plantadas.

Posteriormente, o casal realizou a roçada da vegetação herbácea em terra alta do sitio, abrindo ruas que receberão a semeadura direta da muvuca (Figuras 36 e 37).

Figura 36 e 37. Faixas roçadas para a semeadura direta de muvuca com mudas de frutas nativas.


Sítio Guaçatonga – onde as plantas bioativas trabalham 

Por Hamilton Trajano Cabral

Hamilton trabalha com plantas bioativas, realiza o cultivo e a extração de óleos essenciais e hidrolatos. N mutirão, realizamos o plantio de estacas de gliricídia em curvas de nível em linhas equidistantes cerca de 8m entre si. Entre as gliricídias plantou-se bananeiras e palmeira juçara 'casados'. A cada 0,5m semeou-se quiabo e intercalado a cada 50cm, guandu. Abóboras foram semeadas a cada 3m. Mudas de frutas nativas e PANC foram entregues para o plantio de enriquecimento do pomar que já está implantado.  
 

Oportundiades a serem trabalhadas em 2023

Por Celso, Apicultor

Além de criar e ensinar a criar abelhas, Censo planta árvores, hortaliças e cria aves. Para alimentar aves cria larvas de tenébria, que serve como alimento proteico para aves.

Por  Marli Perin

O sítio da família tem um jardim conectado com o ribeirão e na margem oposta uma várzea atrativa para um empreendimento agroflorestal, enquanto as margens são um apelo para trabalhos de recomposição da mata ciliar com semeadura direta. No fundo da propriedade, o fragmento de mata atlântica é uma população relictual de palmeira juçara. 

    

Por Ângela, agricultora da feirinha da Praça São Benedito

A pequena unidade é um exemplo de como ocupar todos os espaços com produção de alimentos. Ângela tem uma demanda para o corte de duas mangueiras, uma vez que a propriedade possui seis mangueiras, o que irá possibilitar o plantio de enriquecimento de frutas nativas, como o cambuci.



Por Walter e Ana, coordenadores do Céu do Vale

A propriedade rural contempla terras altas e baixas. O trabalho com SAF é estratégico para incrementar as áreas de cultivo de plantas sagradas. Já a muvuca é aplicada para o entorno da igreja e áreas ciliares.




Por Lenita Berthou e Renato, empresária rural e pecuarista tradicional 

A unidade tradicional foi parcelada pela família. O casal, que herdou uma parte, vem consolidando a unidade como paradouro de esportistas de escalada, religiosos e turistas em geral. O interesse recai pelo plantio de frutas nativas, enriquecimento de uma grota com palmeira juçara, e muitas PANC para domesticação. 





 

Edição para o blog: Antonio Devide - pesquisador da APTA

Imagens cedidas pelos participantes dos mutirões

Projeto executado por pesquisadores da APTA de Pindamonhangaba com recursos captados pela Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba junto á empresa Dupont de Pindamonhangaba.