9 de jul. de 2014

DIA DE CAMPO SOBRE AGROECOLOGIA E SISTEMAS AGROFLORESTAIS


Resumo: visita técnica a quatro módulos agroflorestais (SAFs) instalados por meio de mutirões realizados em São José dos Campos, entre 10/2013 e 03/2014. O objetivo é avaliar o desenvolvimento e o manejo dos SAFs ressaltando o protagonismo dos agricultores familiares para a solução dos problemas e apoiá-los mediante o acesso às informações técnicas e às coleções de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) e adubos verdes introduzidos pela APTA, colaboradores da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba e incentivar a troca de recursos genéticos.

Programação: 
9h - Recepção e café da manhã participativo
9:30h - Visita ao SAF hortícola de Valdir e Rejane Valdir Martins (60 min)
11:00h - Visita ao SAF em área ciliar de Diurene Paulino (60 min) 
12:00h - Almoço
13:30h - Visita ao SAF de Carlão/Zefa (60 min)
15:00h - Visita ao SAF citrícola da agricultora Dalva (60 min)
16:00h - Avaliação

Endereço: Assentamento de Reforma Agrária Nova Esperança I, lote 17 São José dos Campos, saindo pela Dutra em direção ao Centro de São José, segue para a Via Norte em direção ao Bairro Alto da Ponte. O ponto de referência é o Clube Luso Brasileiro na Estrada Pedro Moacir de Almeida, km 13. No final do asfalto, sair na 1ª esquerda e está no Assentamento Nova Esperança.
Coordenação: APTA (Antonio Devide e Cristina Castro), INCRA/IBS (Ceceo Chaves e Rudson Cristiano) e MST (Carmem Faria e Valdir Martins).
Colaboradores: Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba
Data Início: 11/07/2014
Data Final: 11/07/2014
Público Alvo – 35 agricultores dos assentamentos Nova Esperança de São José dos Campos, Conquista e Olga Benário de Tremembé, Manoel Neto de Taubaté e acampamento Egídio Brunetto Lagoinha, pesquisadores, técnicos do INCRA/IBS, gestores da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba e educandos.
Parceria: APTA Vale do Paraíba, INCRA/IBS, Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba.
Informações: A atividade foi organizada conforme encaminhamento da reunião de avaliação do ‘Projeto Regeneração: religando o homem à natureza’ no Mutirão Agroflorestal no Sítio Araçatuba, em Pindamonhangaba, no dia 25/06/2014. Tem como meta avaliar a evolução dos SAFs instalados nos mutirões, buscar aperfeiçoamento mútuo mediante a troca de experiências integrando práticas de pesquisa, ensino e extensão rural com base na alternância, focando a disseminação dos Sistemas Agroflorestais no Vale do Paraíba.
OBSERVAÇÕES: levar ferramentas próprias para o manejo (facão, tesoura de poda, podão). Confirmar presença com Valdir Martins 9979-55814

24 de jun. de 2014

CHAMADA PARA MUTIRAO AGROFLORESTAL

MUTIRÃO NO SÍTIO ARAÇATUBA - PINDAMONHANGABA 

DATA: 25/06/2014

LOCAL: Estrada da Pedreira Anhanguera, nº1800

COMO CHEGAR: 

Pegar a Rodovia Caio Gomes Figueiredo (sentido Campos do Jordão), 

entrar na altura da Pedreira Anhanguera, KM 11.

O sítio fica a exatos 1800m do asfalto.

FAVOR LEVAR FERRAMENTAS E MUDAS/SEMENTES PARA A TROCA.



18 de jun. de 2014

MUTIRÃO AGROFLORESTAL NA FAZENDA GRAMINHA, PINDAMONHANGABA – SP



Agricultor familiar: Claudio Macedo sócio fundador da APEP – Associação dos Produtores Ecológicos de Pindamonhangaba.
Objetivo: união de agricultores familiares da reforma agrária com produtores orgânicos ou em conversão, técnicos e acadêmicos de diversas origens para instalar e manejar um sistema agroflorestal (SAF) com a metodologia participativa de mutirão. 
Programação: roda com café da manhã e apresentação dos participantes; resumo do agricultor sobre a propriedade, escolha da área para o SAF e objetivos do sistema - fruticultura nativa o carro chefe; mutirão para a conversão de área degradada em SAF; oficina de ‘rocambole’ de mudas para a implantação de SAFs e restauração de áreas degradadas; avaliação do projeto ‘Regeneração: religando o homem à natureza’. 
Local: Fazenda Graminha, Pindamonhangaba - SP.
Data do evento: 23/05/2014. 
Perfilo do produtor: Cláudio Macedo é agricultor familiar tradicional de Pindamonhangaba que permaneceu na atividade por vocação. Cuida da Fazenda Graminha, herança de seu pai e seus irmãos, com pequena horticultura e fruticultura orgânica, plantações de milho (silagem) e pecuária. O agricultor participa da APEP – Associação dos Produtores Orgânicos do Vale do Paraíba e da feira orgânica na Praça São Benedito, onde comercializa a produção as 3ª e 6ªfeira. 
Escolha do local:  A área (1500m² - 60x25m) localizada no sopé da colina com declive de cerca de 20% é um divisor natural com solo raso de textura argilo-arenosa afloramento de rocha (blocos de quartzo) em pontos do terreno suscetível à erosão superficial (Figura 1). 

Figura 1. Indicação da área com mutirão agroflorestal na Fazenda Graminha, em Pindamonhangaba – SP (2014). 

   O produtor disse que realizou arações sucessivas em anos anteriores para o cultivo de hortaliças e maracujá, deixando o solo “esmiuçado” e “lavado”. A horticultura migrou para as terras baixas abandonando o solo que se degradou coberto com grama batatais (rasteira). 
Para o mutirão, o produtor utilizou arado para abrir nove riscos em nível espaçados a cada seis metros entre si e depositou composto nas laterais.
Mutirão Agroflorestal: Dialogamos sobre a situação do solo comparando a cobertura vegetal local com as de outras vertentes, tais como uma face úmida com ‘casca de barata’ ou ‘clidêmia’ Melastomataceae; face seca com braquiária e cupinzeiros e Mata Atlântica secundária com povoamento de juçara no fundo do vale. É necessário estudar e incorporar as espécies nativas da regeneração natural nos SAFs. 
Decidiu-se por realizar o plantio adensado nos sulcos formando cercas vivas biodiversas (alley cropping) e deixando a grama batatais cobrindo o solo nas entrelinhas, pois, também realiza a fixação biológica do nitrogênio (FBN).
Separados em grupos, os trabalhos foram liderados por participantes experimentadores mais antigos que assumiram o compromisso de iniciar e terminar a mesma atividade, dialogando com os novos participantes a fim de trocar informações e criar laços de amizade. 
Com riscos de arado rasos e o solo esparramado com a grama enraizada, o grupo decidiu capinar as bordaduras formando faixas de 2,0m de largura. O solo da capina retornou com calcário esparramado a lanço e incorporado com grade leve. 
O plantio da aleia foi com mudas e sementes introduzidas dos próprios participantes, com destaque para o ‘rocambole’ de coquetel de mudas produzidas em tubetes. 
A fileira central conteve a banana plantada a cada 4m em berço (30x30cm) com composto (4litros), intercalada com 2 arbóreas (pioneira e não pioneira). 
Para adicionar carbono ao sistema (palha), plantou-se 1 linha de cana de cada lado distante 1m da fileira central com a cada 2m mudas alternadas entrelinhas em ziguezague (Figura 2).
Grama batatais


Figura 2. Croqui de como ficou 1ª linha









Espécies arbóreas: pioneiras e secundárias
Coquetel adubos verdes
Cana
Espécies plantadas: juçara, pau mulato, canafístula, cambucá, ingá, araribá rosa, sabão de soldado, café, guatambu branco, guatambu vermelho, guanandi, paineira, mogno, pau viola, aroeira, capororoca, saguaraji, jequitibá rosa, ipe roxo, cambucá, babosa, eritrina, caroba, marianeira, dedaleiro, baba de boi, cedro rosa, jatobá, guapuruvú, pitangueira, araçá amarelo, goiaba, goiaba roxa, abacateiro, grumixama, cabeludinha, uvaia, cana, banana BRS Conquista e IAC 2001 (prata), açafrão.

Troca de experiências: visita ao bananal com manejo adensado das touceiras com várias famílias - os participantes sugeriram o desbaste e a condução das touceiras formando mãe-filha-neta; o enriquecimento do pomar formando quintal agroflorestal com frutíferas nativas que toleram a sombra, tais como: cabeludinha, uvaia, juçara como o carro chefe, destacando a importância da presença de embaúbas como árvores nativas que reciclam o fósforo e são poleiros naturais para aves, morcegos e outros animais dispersam sementes. Mas antes, deve ordenar a criação de galinhas. O produtor apresentou a área de hortaliças e a coleção de espécies de plantas não convencionais (PANCs).









Troca de mudas e sementes: todos devem realizar a troca de mudas e sementes nos mutirões. Neste, as mudas de Guanandi - Fazenda Coruputuba; da APTA - mogno (de sementes do Seo Ovídio-Assentamento Nova Esperança), Canafístula (de sementes de Evandro de MG), Maracujá roxo nativo (de sementes do agricultor Cláudio da Fazenda Graminha); Thiago Coutinho e Pedro - Monguba, Pau Ferro, Ingá, Ipê Verde (Sítio do Borba) e Edson Oliveira (rocambole com diversidade de espécies da Faculdade de Roseira).

Oficina: Edson Oliveira (FARO) apresentou o “rocambole” de mudas, um sucesso entre os participantes, pois possibilita levar para o campo um número considerável de mudas (50 por rocambole). Estas são retiradas dos tubetes e organizadas na ordem de plantio de acordo com o sistema desejado (implantação ou enriquecimento), enroladas em lona plástica. 
Apresentou algumas espécies para os presentes começarem a identificá-las e reconhecer suas funções no sistema. 







Avaliação:
Marcos: bom, soma das partes é maior que todo.
Natália - São Luiz Paraitinga: agradeceu e espera iniciar um SAF no seu sítio.
Claudio: gostou da implantação do sistema e de fazer parte da Rede.
Micheli: gostou e lembrou a festa no Assentamento Lagoinha.
Nicolas: agradeceu o aprendizado em juntar a prática com a teoria.
Ana: gostou bastante e vai cuidar melhor do que já tem na sua área.
Vera: gostou muito e enquanto existir quer participar.
Ana Salles: cada vez mais pessoas; sugere buscar mais conhecimentos e observar o que já deu certo.
Edson: agradeceu, está retornando para a Rede e trabalha com coleta de sementes e viveiros. Colocou-se à disposição para ajudar.
Gustavo-IBS: nova realidade nos com SAFs que visitou e vai organizar com Edson oficina para vivericultores no Assentamento Olga Benário.
Geraldo: satisfeito em estar nos mutirões e de ajudar a tocar a Rede Agroflorestal. Claudio Locatelli: visitar área antes do mutirão para ver as condições e sugerir o manejo do solo. 
Antonio: Faltou cobertura do solo, fazer mais uma linha no meio com sobra de mudas e adubos verdes ou ir aumentando a faixa já plantada adensando ou expandindo o plantio.
Carmem: cada local é diferente, aprendeu o rocambole, sugeriu identificar as espécies nos mutirões para todos irem aprendendo.
Pedro: pensa projeto conjunto focado em produtos comuns; o grupo da Rede não deve ser “tarefeiro”, deve promover cursos e oficinas rápidas de 1 hora. O grupo deve introduzir abelhas nos sistemas.
Rudson-IBS: agregou conhecimentos e trocou experiências que vai aplicar no dia a dia no trabalho com os agricultores familiares assentados. Tem contato com UNITAU e produtor assentado para parceria.
Cristina Eustáquia: gosta muito da vivência, pois adquire muitos conhecimentos.
Cristina Castro: muito bom; cada área é diferente com novos aprendizados.

Parcerias: 
Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba; 
Fazenda Coruputuba;
APTA – Polo Vale do Paraíba; 
Faculdade Cantareira; 
Agricultores dos assentamentos Olga Benário de Tremembé, Manoel Neto de Taubaté e Egídio Bruneto de Lagoinha. 


Participantes: 20 pessoas das cidades de Pindamonhangaba (APTA), Tremembé/Assentamento Olga Benário, Lagoinha/Assentamento Egídio Bruneto, técnicos do IBS e da Faculdade de Roseira, Fazenda Nova Gokula, agricultores familiares de Taubaté e São Luiz do Paraitinga.

Almoço: arroz, feijão, jiló, costela, mandioca amarela, couve. Sobremesa: doce de Lima da Pérsia (cidra) colhida na área da Carmem e feito pela D. Ana/Seo Geraldo, com o queijo do Cláudio Macedo. Muito bom!

Relatora: Cristina M. de Castro – APTA
Revisão: Antonio C. P. Devide - APTA



12 de jun. de 2014

CHAMADA PARA REUNIÃO TRIMESTRAL DA REDE AGROFLORESTAL DO VALE DO PARAIB



DIA: 13/6/2013
HORÁRIO: CAFÉ DA MANHA AS 8:30
LOCAL: SEDE DA REDE , - FAZENDA CORUPUTUBA , PINDAMONHANGABA-SP , DISTRITO DE MOREIRA CESAR . (vide mapa)

fone: (012)3643-2666


2 de jun. de 2014

MUTIRÃO AGROFLORESTAL NO ASSENTAMENTO MANOEL NETO, BAIRRO REMÉDIO, TAUBATÉ - SP

DATA: 06/06/2014 (sexta-feira)

CAFÉ DA MANHÃ COMUNITÁRIO (colabore) TRAZER UTENSÍLIOS PRÓPRIOS PARA ALIMENTAÇÃO.

        Quem vai participar favor entrar em contato com Paulo Pascoal fone 12-99794-0752                   para agendar o número de refeições (almoço).



TRAZER MUDAS E SEMENTES PARA O PLANTIO E TROCA!

Como chegar ao lote do Sr. Paulo: 
Vindo pela Rodovia Presidente Dutra, na altura da saída para a Rodoviária, pegue o sentido oposto passando por debaixo da Rodovia para quem vem sentido SP e siga em direção ao campus da Agronomia da UNITAU, no bairro Itaim. Passando a UNITAU, siga por mais uns 500m, entra à direita na igrejinha branca e percorra uns 2 km até a próxima igreja grande. A estrada forma um Y, entre à esquerda e a 20m avistará a porteira do Assentamento. Siga em frente subindo. O lote do Seo Paulo é o último (23º04’31,87”S 45º28’21,58”W).

20 de mai. de 2014

 MUTIRÃO AGROFLORESTAL NA FAZENDA 

GRAMINHA 

PINDAMONHANGABA/SP

DATA: 23/05/2014

CAFÉ DA MANHÃ COMUNITÁRIO.
TRAZER UTENSÍLIOS PRÓPRIOS PARA ALIMENTAÇÃO.
Quem vai participar deve fazer contato com Thiago Coutinho pelo telefone (12) 991786677 para agendar o número de refeições (almoço).

TRAZER MUDAS E SEMENTES PARA PLANTIO E TROCA!



COMO CHEGAR:


16 de mai. de 2014

MUTIRÃO AGROFLORESTAL NO LOTE 5 DO ASSENTAMENTO DE REFORMA AGRÁRIA NOVA ESPERANÇA I, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP



Objetivo: união de agricultores familiares da reforma agrária, produtores orgânicos ou em conversão, técnicos e acadêmicos para instalar e manejar um sistema agroflorestal (SAF) com a metodologia participativa de mutirão. 
Programação: oficina de implantação de berço agroflorestal com os princípios do agricultor Ernst Götsch; mutirão para a conversão de um pomar de citros degradado em SAF; avaliação do projeto ‘Regeneração: religando o homem à natureza’. 
Local: Lote 5 no Assentamento de Reforma Agrária Nova Esperança, agricultora Maria Severiana (Dalva).
Data do evento: 07/05/2014 
Situação local: Maria Severiana (Dalva) de origem rural morava na cidade. Retornou ao campo por desejo próprio fixando-se no assentamento para produzir alimento saudável e criar seus filhos. A área escolhida para intervenção agroflorestal era um antigo pomar de citros em terraço fluvial distante 100m de um ribeirão e nascente situada cota abaixo (±10m) em solo de textura argilo-arenosa e presença de argila sub-superficial que limita a drenagem e demanda a seleção de espécies mais adaptadas à saturação do solo. O pomar foi instalado com recursos do PRONAF de maneira convencional há sete anos a um custo de cinco mil reais. As plantas declinaram, não produziram e também não conseguiu manter a área livre do mato, razões que a levaram a abandonar o pomar. Optou por converter em agrofloresta para que os consórcios proporcionem o sombreamento e a recuperação do solo e dos citros remanescentes. Para o manejo, a vegetação espontânea (braquiária e capim rabo de burro) foi roçada previamente para o plantio do SAF.
Parcerias: Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba - Fazenda Coruputuba, APTA – Polo Vale do Paraíba, Faculdade Cantareira, agricultores dos assentamentos Nova Esperança de S. J. dos Campos, Olga Benário de Tremembé, Manoel Neto de Taubaté e Egídio Bruneto de Lagoinha e Fazenda da Toca Orgânicos

Resumo:
1)             Oficina de plantio o método de implantação de agroflorestas preconizado por Ernst Götsch e difundido na Fazenda da Toca Orgânicos com mecanização adaptada para plantios em larga escala foi introduzido pelo engº agrº Osvaldinho que demonstrou o preparo do solo entre dois citros - primeiro arrastou de lado o mato seco e destocou a braquiária (enxada), afofou a terra (enxadão) e abriu covas de 40x40cm (cavadeira articulada) para a bananeira plantada na posição horizontal após adição de cinza de lenha na cova; retornou o solo preservando a posição dos horizontes apetando bem a muda para não deixar espaços vazios; entre a bananeira e o citros (1m) plantou guapuruvú (Schizolobium parahyba) árvore leguminosa emergente. Informou que a bananeira deverá ser cortada todos os anos para que o citros possa receber a luz e florescer no tempo certo. As bananeiras rebrotarão, produzirão frutos e os resíduos são adubo verde.

Plantio da banana.
Palha da Braquiaria na linha do citrus. 
Guapuruvu plantado na linha do citrus,
com a proteção e nutrição da palha da Braquiaria. 









2) Mutirão agroflorestal – como o método proposto demanda a mecanização prévia ou maior dedicação/vigor d@ agricultor@ para o preparo do solo, o grupo optou por realizar o plantio direto. Fez-se a divisão de grupos para as seguintes tarefas: capina seletiva nos locais de plantio (enxada), coveamento (cavadeira articulada e enxadão) e plantio. Entre os citros (5x4m) plantou-se uma bananeira e uma arbórea de rápido crescimento para a poda. Nas entrelinhas do citros plantaram-se árvores nativas e exóticas a cada 1,5m, alternadas com frutíferas espaçadas entre si 6m na linha. Primeiro distribuiu-se as emergentes do futuro e as frutíferas, em seguida, as pioneiras de crescimento rápido plantadas de maneira alternada com as secundárias iniciais e tardias. De um lado e de outro da linha de árvores plantou-se estacas de mandioca alternadas com margaridão (Tithonia diversifolia) em covas espaçadas 1,2m entre si. A estaca de mandioca foi disposta na posição horizontal com as gemas voltadas para leste recebendo à frente o coquetel de sementes de adubos verdes (feijão de porco, chícharo, tremoço, guandu, mamona e tefrósia). Nas demais covas (citros, banana, árvores, margaridão) plantaram-se o mesmo coquetel acrescido de milho e aveia. Todos os citros foram podados a 50cm de altura utilizando serrote e tesoura de poda e a galhada picada (podão) e deixada sob o solo. Richard destacou a necessidade de a desbrota deixar no máximo três ramos por planta na sequência. Manteve-se a cobertura morta sob o solo e falou-se que a capina seletiva deve recrutar o alecrim, amendoim do campo, jacarandá do campo, pau-viola e outras árvores da regeneração natural. O mutirão contou com 38 participantes e abrangeu uma área de cerca de 1.000m². As mudas foram produzidas localmente ou trocadas entre participantes.
Alimentação: arroz, feijão, carne de panela c/ mandioca, macarrão com ora-pro-nóbis e mostarda, salada.
Bebidas: suco de maracujá.
Facilitadores: Osvaldo Souza - Fz da TOCA Orgânicos e Antonio Devide pesquisador da APTA V. Paraíba.
Revisão: Keila Malvezzi

Imagens: Cristina M. de Castro, Clovis Oliveira, Keila Malvezzi


Tabela 1. Relação de espécies
1
Banana BRS Conquista
Frutos/adubação
2
Banana Prata IAC 2001
Frutos/adubação
3
Goiaba
Frutos
4
Condessa
Frutos
5
Milho Eldorado
Alimento
6
Mandioca Preta, Cacau, Amarelinha
Alimento, propagação
7
Feijão Guandu
Alimento/adubação verde N
8
Feijão de Porco
Adubação verde tolerante à sombra
9
Chícharo
Adubação verde inverno
10
Tremoço
Adubação verde inverno
11
Aveia
Alimento, adubo verde inverno, carbono
12
Margaridão
Adubação verde N, P, K
13
Mamona Preta
Adubo verde, óleo N, P, K
14
Guanandi
Madeira
15
Mogno brasileiro
Madeira de lei
16
Cedro rosa
Madeira de lei
17
Cedro canjarana
Madeira de lei
18
Cedro do campo
Madeira
19
Jatobá
Madeira/adubação/medicamento
20
Tamboril – Orelha de nego
Frutos/adubação
21
Pau rei
Adubação verde/ madeira
22
Guapuruvú
Madeira/adubação
23
Ipê rosa
Madeira
24
Ipê amarelo
Madeira
25
Paineira
Adubação/melífera
26
Santa bárbara
Madeira/extratos vegetais
27
Aroeira
Madeira/adubação/condimento
28
Pau jacaré
Madeira/adubação
29
Sibipiruna
Madeira/adubação
30
Anjico
Madeira/adubação
31
Ingá mirim
Adubação/alimento
32
Araçá
Frutos
33
Uvaia
Frutos
34
Pitanga
Frutos
35
Cabeludinha
Frutos
36
Tamarindo
Frutos
37
Amora
Frutos
38
Abacate
Frutos
39
Sabão de soldado
Frutos/adubo verde/artesanato
40
Jacarandá caviúna
Madeira/adubação verde/artesanato
41
Eritrina
Adubação verde
42
Marianeira
Adubação verde
43
Pau viola/tucaneiro
Adubação verde
44
Cássia / monjoleiro
Adubação verde



Avaliação:
Pedro Alcântara – Pinda.
Trazer novas pessoas para troca de experiências.
Diurene – MST Nova Esperança – SJCampos
Gostou da nova técnica de plantio.
Patrick – Fz. Coruputuba
1º SAF com preparo em roçada recente. O mutirão dá resultado. Cada um sabe o que fazer e faz do seu modo.
Carlão – MST Nova Esperança – S.J. Campos
Gostou do novo modo de plantio; a terra preta de cima tem minhocas após 7 anos parada e não precisava tombar. Um tratorito ajudaria o manejo.
Adagilson – MST Nova Esperança – S.J. Campos
O SAF é uma escola
Japa – Fz. da Toca
Gostou do trabalho em grupo.
Carmem – MST Olga Benário – Tremembé
Aumentou muito a participação do Assentamento Olga Benário.
Gustavo IBS
Devemos incentivar o uso de recursos do PRONAF para plantar as culturas em SAFs
Antonio – APTA Pinda.
Líderes de grupo devem conversar com jovens e novos integrantes. Devemos melhorar nossa formação para não nos tornarmos tarefeiros. Valorizar frutíferas nativas. Agricultores devem se unir e viabilizar a casa de farinha e troca de sementes.
Richard – Fz. da Toca
Método do Ernst dá trabalho, depois é economia. Promover mais novidades. Poderia ter feito área maior para comparar. Os SAFs têm que ter poda – poda da mandioca (nasceu, corta) e um 2º corte quando madura; feijão de porco, também, poda.
Keila – Fac. Cantareira
Incorporar novos ensinamentos para recuperar os solos e tornar os SAFs mais produtivos
Zefa – MST Nova Esperança – S.J. Campos
Novo modo de plantio muito bom, muita gente diferente.
Dalva – MST NEsperança/ SJCampos
Gostou dos ensinamentos, vai expandir os SAFs.
Cristina – APTA Pinda.
Riqueza de ideias; braquiária é amiga, deixou o solo coberto.
Clóvis – IB/SMA
Importante conhecer outras formas de plantio, sugere mutirões menores toda semana organizados por eles próprios.
Osvaldinho – Fz. Toca
MST junta as pessoas; braquiária ajuda a conservar a terra; fazer linha, roçar e enleirar o mato como cobertura morta.