5 de mai. de 2014

MUTIRÃO AGROFLORESTAL NO BAIRRO DO BORBA

Pindamonhangaba - SP

Objetivo: união de agricultores familiares da reforma agrária, produtores orgânicos ou em conversão, técnicos e acadêmicos para instalar e manejar sistemas agroflorestais (SAFs) com a metodologia participativa de mutirão. 

Programação: mutirão para o enriquecimento de um SAF; visita de campo aos SAFs nativos (paineira + caqui; paineira + banana); avaliação e planejamento do projeto ‘Regeneração: religando o homem à natureza’.

Local: Sítio do produtor rural e veterinário Pedro Alcântara Magalhães. Saindo da Rodovia Dutra, acesse a Estrada Municipal do Borba, Pindamonhagaba/SP. Anda 1,3km e sai na bifurcação à direita em estrada de terra (1,5km) nº3015 à esquerda.

Data do evento: 02/04/2014 

Situação local: localizado em terraços a área tem variações de solos possivelmente devido à ação fluvial. Há uma gradação de solos argilosos a arenosos. A área de intervenção e de textura areno argilosa.

Parcerias: Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba - Fazenda Coruputuba, APTA – Polo Vale do Paraíba, Sítio Terra de Santa Cruz, Faculdade Cantareira, APROVAP e APEP, agricultores dos Assentamentos Nova Esperança de São José dos Campos, Olga Benário de Tremembé e Manoel Neto de Taubaté. 

Breve resumo: 25 participantes manejaram um SAF em estágio inicial em 1.000m². O produtor já havia plantado bananas espaçadas a cada 10 m x 2,5m intercaladas com espécies frutíferas na linha enfatizando a goiaba cv. Paluma. Nas faixas entre as linhas de banana havia plantando lavoura branca - milho, abóbora, feijões, hortícolas e adubação verde. O produtor explicou que pratica o plantio direto; só roça a vegetação (braquiária) sem aração. Iniciou o sistema com linhas mais espaçadas de banana porque não queria muitas árvores sombreando a área. Os participantes falaram dos princípios da agrofloresta, onde a diversidade de espécies permite ocupar todos os estratos em épocas diferentes, similar ao que ocorre na sucessão florestal, e que a poda é a ferramenta para dosar a sombra e selecionar as melhores plantas. Além do que o sistema simplificado demanda maior número de capinas, roçadas e adubações, uma vez que a reciclagem dos nutrientes é limitada às espécies herbáceas e arbustivas, enquanto nos SAFs a alta densidade de plantio resulta na máxima reciclagem de nutrientes por toda a vida do sistema, com as árvores explorando um maior volume de solo, sombreando e reduzindo o mato indesejável, melhorando as características físicas, químicas e biológicas do solo.
Em comum acordo, buscou-se adensar o plantio de bananas com novas linhas intercalares às já existentes (5x2,5m) (BRS Conquista e Prata IAC 2001) e adensou o plantio de frutíferas diversas entre bananeiras. Plantou-se linhas de árvores pioneiras, secundárias e clímax distribuídas de maneira planejada entre as linhas de banana (5x1,5m), tendo de um lado e de outro linhas plantadas com mandioca IAC 6-01 (2x0,8m) alternadas ora de um lado ora de outro com cana (garapa/adubação) (2x2,5m) e adubação verde em coquetel (guandu, crotalária, tefrósia, labe labe, mamona Preta, feijão de porco, tremoço + milho variedade Sol da Manhã) em todas as linhas em covas a cada 1,0m.

Visita de campo: Pedro Alcântara relatou que adquiriu o sítio há pouco tempo e seus vizinhos informaram que as árvores são centenárias. Os participantes visitaram SAFs nativos com paineiras sobrepondo-se a pomar de caqui, bananeiras, cítricos e grande diversidade de espécies nativas em regeneração natural, demonstrando que os SAFs prestam serviços ecossistêmicos ao abrigarem a fauna dispersora de sementes.

Reunião da Rede Agroflorestal:
Após o mutirão e almoço realizamos reunião da Rede Agroflorestal com os participantes tendo como pauta:
  1. Informes Gerais
  2. Leitura do Editorial sobre o Projeto do PDRS - ‘Regeneração: unindo o homem à natureza’ 
  3. Feira Sesc Interlagos
  4. Inicio do Projeto da Rede submetido ao PDRS e que será conduzido pela Rede e demais colaboradores mesmo sem financiamento, tendo a área do Pedro como primeira e agendamento da área dos demais beneficiários do Projeto. Foram agendados 16 beneficiários ainda neste ano.
  5. Emilson, graduando da UNITAU fez relato e convite para implantação de um SAF na Universidade de Taubaté, seu trabalho de conclusão de curso.
Encaminhamentos da Reunião: organizado o calendário de mutirões até o final do ano de 2014.


Alimentação vegetariana: arroz, feijão, macarrão e salada.
Bebidas: sucos de capim cidreira, cambuci e goiaba.
Facilitador relator: Antonio Devide - pesquisador da APTA
Revisão: Cristina e Keila



Tabela 1. Relação de espécies.
1
Banana BRS Conquista
Frutos/adubação
2
Banana Prata IAC 2001
Frutos/adubação
3
Goiaba Paluma
Frutos
4
Condessa
Frutos
5
Milho Sol da Manhã
Alimento
6
Mandioca IAC 6-01
Alimento
7
Feijão Guandu
Alimento/adubação verde N
8
Feijão de Porco
Adubação verde N
9
Crotalária
Adubação verde N
10
Margaridão
Adubação verde N, P, K
11
Cana
Alimento/adubação carbono
12
Guanandi
Madeira
13
Ingá
Adubação/alimento
14
Guapuruvú
Madeira/adubação
15
Ipê rosa
Madeira
16
Ipê branco
Madeira
17
Paineira
Adubação/melífera
18
Nim
Madeira/extratos vegetais
19
Cedro do campo
Madeira
20
Imbirussú
Madeira
21
Aldrago
Madeira/adubação
22
Aroeira
Madeira/adubação/condimento
23
24
Dedaleiro
Madeira/adubação
25
Anjico
Madeira/adubação
26
Jatobá
Madeira/adubação/medicamento
27
Araçá
Frutos
28
Uvaia
Frutos
29
Pitanga
Frutos
30
Cambucá
Frutos
31
Tamarindo
Frutos
32
Amora
Frutos
33
Abacate
Frutos
34
Sabão de soldado
Frutos/adubo verde/artesanato
35
Jacarandá caviúna
Madeira/adubação verde/artesanato
36
Eritrina mulungú
Adubação verde
37
Pau viola/tucaneiro
Adubação verde
38
Cássia / monjoleiro
Adubação verde






Realização:


23 de abr. de 2014

PROJETO PÉTALA POR PÉTALA - SESC INTERLAGOS SP


A REDE AGROFLORESTAL DO VALE DO PARAIBA IRA PARTICIPAR DO PROJETO PETALA POR PETALA - DO MATO AO PRATO , SESC INTERLAGOS EM SP 

O tema  segurança alimentar está em pauta no mundo todo, compreende a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis (Art. 3º da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – LOSAN). 




21 de abr. de 2014

CALENDÁRIO DE MUTIRÕES AGROFLORESTAIS ano 2014¹



Apresentamos o calendário de mutirões agroflorestais elaborado em reunião realizada no dia 25/03/2014, após o mutirão na propriedade do produtor rural Pedro Alcântara, número 1315, estrada do Borba, Pindamonhangaba/SP.

 

·      -   7/05 – São José dos Campos: agricultora familiar Maria Severiana, assentamento Nova esperança, Kanegae.

·      -   23/05 – Pindamonhangaba: agricultor familiar Cláudio Salgado de Macedo, Fazenda Graminha (44º70’00,57’’ S 74º76’538,68’’ W). Reservas fone 9642-1258.

·     -    6/06 – Taubaté: agricultor familiar Paulo Pascoal dos Santos, Assentamento Manoel Neto, Remédio (23º04’31,87’’ S 45º28’21,58’’ W). Reservas fone 99794-0752.

·     -    24/06 – Pindamonhangaba: produtora rural Cristina Eustáquia Ferreira, Sítio Araçatuba, Mandú (44º43’15,26’’ S 74º74’9,91’’ W). Reservas fone 98134-2026.

·      -   11/07 – Taubaté – agricultor familiar João Leite, Sítio São João, Pedra Branca (22º59’00,34’’ S 45º43’02,53’’ W). Reservas fone 98114-9118.

·      -   23/07 – Taubaté – produtor rural Paulo Anselmo Lingiardi, Sítio Nevada, Vargem Grande. Reservas fone 99727-0013.

·       -  8/8- Tremembé – agricultora familiar Michele Anita da Silva, Assentamento Olga Benário, Kanegae (22º 54’ 31,91’’ S 45º34’10,76’’ W). Reservas fone 99781-4068.

·       -  20/08 – São José dos Campos: agricultor familiar Seo Daniel, Assentamento Nova Esperança, Kanegae.

·        - 05/09 – São José dos Campos: agricultor familiar Adagilson Batista de Amorim, Assentamento Nova Esperança, Vargem Grande (23º 5’ 47,66’’ S 45º 48’ 16,99’’ W). Reservas fone 99610-0317.

·        - 17/09 – Pindamonhangaba: produtor rural Patrick Ayrivie Assumpção, Fazenda Coruputuba, Distrito de Moreira César (46º 00’95,51’’ S 74º66’783,63’’ W). Reservas fone: 99729-1324.

·        - 3/10 – São José dos Campos: agricultor familiar Ovídio, Assentamento Nova Esperança, Kanegae.

·      -   15/10 – Pindamonhangaba: agricultor familiar Laerte Carlos Evaristo, Sítio São Vicente, Borba (45º19’05,85’’ S 74º54’947,21’’ W). Reservas fone 99790-0088.


·      -   3/11 – Taubaté - agricultor familiar Cláudio Locatelli, Sítio São Pedro, Paiol, Taubaté/SP (45º67’80,04’’ S 74º77’266,67’’W). Reservas fone: 99795-0842.

·      -   12/11 – Tremembé: agricultora familiar Rosemeire Firmino de Jesus, Assentamento Olga Benário, Kanegae (22º55’15,15’’ W). Reservas fone: 99776-8821.

·      -   26/11 – São José dos Campos: agricultor familiar Valdir Martins, Assentamento Nova Esperança, Kanegae (23º04’57,65’’ S 45º49’22,62’’ W). Reservas fone: 99795-5814.

·       -  10/12 – Tremembé: agricultora familiar Márcia Barbosa dos Santos, Assentamento Olga Benário, Kanegae (22º54’37,35’’ S 45º34’10,82’’ W). Reservas fone: 99706-9427.

¹ O ‘Projeto Regeneração Agroflorestal: religando o homem à natureza’ foi elaborado de maneira participativa e visa à gestão compartilhada do território com a meta de disseminar os sistemas agroflorestais na bacia do Paraíba do Sul. Fortalece os laços de união e parceria entre produtores orgânicos ou em conversão e agricultores familiares assentados de reforma agrária.

3 de abr. de 2014

E D I T O R I A L


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Ações da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba na construção do projeto participativo 
‘Regeneração: unindo o homem à natureza’ 

Atualmente, 29 famílias de pequenos agricultores e produtores rurais aguardam o início do projeto 
‘Regeneração: unindo o homem à natureza’, com mutirões agroflorestais para restauração de 14,5 hectares de matas ciliares em áreas de preservação permanente (APP). Infelizmente, não contarão com os recursos do Banco Mundial (World Bank), do Edital do Governo do Estado de São Paulo, que focaria além do custeio da implantação dos SAFs em pequenas propriedades rurais, o acesso ao mercado dos produtos obtidos. 
A Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba; organização independente formada por um coletivo de pessoas 
com a meta de disseminar os SAFs no Vale do Paraíba, criando um corredor agroflorestal do Litoral a Serra da Mantiqueira; adotou métodos participativos para promover a proposta integrativa, principalmente, porque a mobilização de ATER em Agroecologia na região ocorre, na maioria das vezes, de maneira pulverizada, coordenada por ONGs e OSCIPs que competem por recursos escassos mediante projetos sem articulação. 
Como meio de integração, a Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba participou e promoveu ações no 
segundo trimestre de 2013 focadas nos SAFs, abaixo relacionadas: 
- Dia 30/10/2013: pré-lançamento do Edital com videoconferência para 21 salas/localidades do Estado e um total de 170 pessoas. Taubaté contribuiu com 25% do total de ouvintes, a maioria vinculada a Rede Agroflorestal (Fig.1).
Fig. 1. - Conferência em Taubaté: agricultores do MST, técnicos da CATI, APTA, ITESP, IBS, Fz. Coruputuba, ONG Akarui, UNITAU, dentre outr@s.
 Acesso: http://sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam3/Default.aspx?idPagina=13638. 
- 08/11/2013: Oficina no CEAVAP – Centro de Estudos Ambientais do Vale do Paraíba, na Faculdade de Roseira (FARO); esclareceu o Projeto PDRS 2 e estimulou a proposta integrativa. Participaram 30 pessoas, associações de produtores orgânicos, cooperativas, ONGs/OSCIPs, instituições de ATER, pesquisa, ensino e da SMA/CBRN – Taubaté, que esclareceram as bases de edital e conheceram o Grupo Gestor da Rede Agroflorestal. 
- 08/11/2013: após a Oficina, Visita técnica ao Sítio Santa Cruz (divisa Roseira-Aparecida), onde a SMA observou a restauração agroflorestal, o reuso de água de piscicultura e o plantio de Acacia mangium numa microbacia (Fig.2).
Fig.2 – Marcos Marsicano apresenta os SAFs no Sítio Santa Cruz.

- 21/11/2013: reunião da CBRN/SMA (Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais) e 
INCRA/Superintendência Regional/SP promoveram o Edital PDRS para técnicos e lideranças do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vinculados a proposta de integração da Rede Agroflorestal. 
- Houve cinco mutirões organizados por agricultores do MST e a Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba, que mobilizaram agricultores de um acampamento e de quatro assentamentos de reforma agrária: 
- 28/10/2013: o 1º Mutirão Agroflorestal no Assentamento Nova Esperança I, em São José dos Campos, 
reuniu 45 agricultor@s, pessoas vinculadas à Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba (Fazenda Coruputuba, - 21/11/2013: reunião da CBRN/SMA (Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais) e 
INCRA/Superintendência Regional/SP promoveram o Edital PDRS para técnicos e lideranças do MST – Movimento 
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vinculados a proposta de integração da Rede Agroflorestal. 
- Houve cinco mutirões organizados por agricultores do MST e a Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba, que 
mobilizaram agricultores de um acampamento e de quatro assentamentos de reforma agrária: 
- 28/10/2013: o 1º Mutirão Agroflorestal no Assentamento Nova Esperança I, em São José dos Campos, 
reuniu 45 agricultor@s, pessoas vinculadas à Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba (Fazenda Coruputuba, APTA – Polo Vale do Paraíba, Sítio Terra de Santa Cruz e Faculdade Cantareira), INCRA/IBS. 
- 12/11/2013: o 2º Mutirão Agroflorestal no Assentamento Olga Benário, em Tremembé reuniu 50 
agricultores familiares, técnicos da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba e IBS (Fig.3). 
Fig.3 - Esforço coletivo: Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba reuniu agricultores familiares do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, técnicos do INCRA/IBS no mutirão agroflorestal em Tremembé/SP. 
- 29/11/2013: o 3º Mutirão Agroflorestal no Assentamento Manoel Neto, em Taubaté reuniu 30 participantes dentre agricultores familiares, técnicos vinculados à Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba e o IBS. 
- 09/12/2013: o 4º Mutirão Agroflorestal no Assentamento Nova Esperança I, em São José dos Campos reuniu cerca de 30 participantes; 
- 17/01/2014: o 5º Mutirão Agroflorestal em Assentamento Nova Esperança I, em São José dos Campos 
reuniu 45 participantes. 
- 05/12/2013: a Visita Técnica e Oficina: Sistemas agroflorestais como alternativa de desenvolvimento rural 
sustentável na APTA – Polo Regional do Vale do Paraíba, reunindo técnicos do INCRA e acadêmicos e educadores do Programa de Pós Graduação da SMA, Instituto de Botânica, SP. 
- 21/01/2014: a Oficina de Planejamento de Projetos de Sistemas Agroflorestais na APTA – Polo Regional do Vale do Paraíba, com 32 beneficiários, selecionados 29 por restrição do Edital (70% dos beneficiários agricultores familiares) e reuniu possíveis proponentes (APROVAP, APEP, COOAPI e NATIVAS). 
Assim, o projeto ‘Regeneração: unindo o homem à natureza’ elaborado por um coletivo de técnicos, 
agricultores e produtores, teve a ‘Associação Nativas Viveiros do Vale Associados’ a proponente, após validação da documentação apresentada na SMA/CBRN – Taubaté e ao Departamento Jurídico da SMA/SP. A ‘Associação Nativas’, com sede em Guaratinguetá, é formada por produtores rurais vivericultores do Cone Leste do Vale do Paraíba; região que sofre as maiores modificações no uso da terra; possibilitando aproveitar as sementes florestais dos SAFs, uma vez que implantados em APP não possibilitam o corte de árvores para madeira. Dentre os proponentes não enquadrados estão duas Cooperativas do MST (CCA e COT) e associações de pequenos produtores (APEP - Associação de Produtores Orgânicos de Pindamonhangaba e APROVAP – Associação de Produtores Orgânicos do Vale do Paraíba). A cooperativa COOAPI VALE – Cooperativa de Apicultores do Vale do Paraíba, com sede em São Luiz do Paraitinga, se enquadrou na véspera do protocolo após a ‘Associação Nativas’ se habilitar. Ficou em segundo plano porque a ONG Akarui apresentaria um projeto local, conforme indicado na Oficina do CEAVAP (08/11/13). Ainda assim, um produtor da COOAPI VALE participa do nosso Subprojeto, que priorizou recuperar áreas de APP, uma vez que os recursos hídricos estão degradados e são essenciais para a sobrevivência da agricultura. Foram eleitos 29 beneficiários: agricultores familiares de quatro assentamentos em três municípios (18 famílias); produtores orgânicos em três municípios (4 famílias); produtores neo-urbanos (3 famílias) e produtores rurais viveiricultores, um deles sócio-fundador da APROVAP – Associação do Produtores Orgânicos do Vale do Paraíba, distribuídos em três 
municípios (4 famílias), consolidando sete Núcleos Agroflorestais na bacia do Paraíba do Sul. 
A Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba se opõem a ‘Caracterização Socioeconômica das Regiões do Estado de São Paulo – Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte’ (RMVPLN) da Secretaria de Planejamento de Desenvolvimento Regional. Um estudo econômico, demográfico, social da rede urbana que foca políticas públicas nas cadeias de eucalipto, arroz e bovinocultura (leite e corte); não apresenta dados da agricultura familiar, da produção crescente de olerícolas, mel, piscicultura, fruticultura, dos SAFs e reflorestamentos com madeiras nativas alternativas à monocultura de eucalipto. Como mudar essa situação? Como fazer com que setores governamentais valorizem ações regionais e estimulem a solução dos problemas ambientais de maneira participativa, uma vez que a região demanda cada vez mais água pura e alimentos frescos produzidos com o mínimo impacto ao ambiente? 
A Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba reafirma o compromisso de fomentar a união popular para o 

reconhecimento e defesa do território da agricultura de pequena escala no Vale do Paraíba e na disseminação dos SAFs como meio de restaurar a Mata Atlântica e resgatar valores humanos e alimentares balizados na Agroecologia. 

A Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba busca apoio para execução integral do Projeto ‘Regeneração: 
unindo o homem à natureza’. 
Estamos aí! 
REDE AGROFLORESTAL DO VALE DO PARAÍBA 





19 de mar. de 2014

CHAMADA PARA A REUNIÃO DO GRUPO GESTOR


A REUNIÃO SERÁ REALIZADA NO DIA 25 DE MARÇO
HORARIO: DAS 8:00 AS 16:00hs
LOCAL: APTA - POLO REGIONAL VALE DO PARAIBA

AÇÕES E ATIVIDADES PARA O ANO DE 2014


13 de fev. de 2014

PANCs na TV


Programa O Melhor do Brasil da Rede Record de Tv , com nosso amigo e colaborador Dr. Valdely Kinupp, sobre a utilização das PANCS ( plantas alimentícias não convencionais ) . Na feira de Osasco e tb falando de nosso processo de produção sustentável no Vale do Paraíba .





4 de fev. de 2014

REGENERAÇÃO AGROFLORESTAL DE OLHO DÁGUA

Mutirão Agroflorestal no Assentamento de Reforma Agrária Nova Esperança I, Vargem Grande, São José dos Campos/SP

Data: 17/01/2014


Objetivo: Preparar agricultores familiares, profissionais de assistência técnica, ensino, pesquisa e extensão rural para instalar e manejar sistemas agroflorestais (SAFs) adotando a metodologia participativa de mutirão agroflorestal.

Contexto local: a família da dona Diurene e do seo Gaminha habitam a parte alta de uma microbacia onde tenta cultivar um pomar, parte perdida para o fogo. A área mais baixa é alagada, tem uma nascente e um lago onde as crianças pescam; na área ciliar há uma horta.
        Vista da propriedade com destaque do solo preparado para o SAF.



Recursos genéticos de planejamento


Escolha da área: 1) contenção da erosão do solo e proteção do olho d’água. Devido à alta umidade do fundo do vale, há maior resiliência em relação à área de topo (pomar), onde o fogo é feroz.

Problemas: o casal relatou que no assentamento só havia toco de eucalipto, depois a terra foi arada e tomada pela braquiária, que quando seca, queima.
O solo arenoso de fraca estrutura e queimado, descoberto e exposto à enxurrada erode assoreando a nascente. 

Vista do SAF após o plantio, ao fundo o lago.

Programação: oficina de implantação de SAF através de mutirão agroflorestal, reunião de avaliação, informes e encaminhamentos para organização do MST.

Breve resumo: O Mutirão Agroflorestal contou com 20 participantes e consistiu do planejamento participativo e implantação de um SAF de 3.000m²
com linhas de bananeiras alternadas inicialmente com canteiros de hortaliças e cota acima, em solo exposto em terreno inclinado, com linhas de árvores madeiráveis de diferentes estratos intercaladas com frutíferas.
As bananeiras BRS Conquista e IAC 2001 (4x4m) foram divididas em duas quadras visando multiplicação e distribuição de perfilhos aos assentados.
Nas entrelinhas foram plantadas espécies florestais intercaladas com frutíferas, para formar um sistema biodiverso multiestrato. Em todas as entrelinhas de bananeiras e entre as linhas de milho se plantou adubação verde (guandu, mamona Preta, tefrósia, sorgo).


Croqui:







Relação de espécies implantadas no SAF biodiverso multiestrato:
Banana (4x4) com araruta e açafrão
Lado direito da área – banana Conquista
Lado esquerdo da área – banana IAC 2001

Arvores diversas (entre linhas da banana, na linha a cada 2 metros)
Abacate – 4
Acerola
Aldrago (adubadeira) – 10
Amendoin do campo -1
Anonácea – 2
Araçá boi – 3
Araçá do campo – 2
Araucária – 2
Balsamo – 4
Baru – 1
Cabeludinha - 1
Café – 7
Cássia
Castanha do maranhão (manguba) – 2
Dedaleiro – 4
Embaúba – 2
Goiaba - 15
Goiaba roxa -1
Guanandi – 50
Ingá - 2
Ipê – 2
Jabuticaba – 1
Jatobá
Manga – 1
Mogno – 20
Nêspera – 2
Oiti (adubadeira) – 6
Palmito da serra – 1
Pau-brasil – 2
Pitanga
Saboneteiro – 7
Sangra dágua
Santa Bárbara –
Sapucaia - 4
Sibipiruna – 2
Triplaris – 3
Urucum – 2
Uvaia – 1

Culturas anuais:
Milho (linha das árvores)
Mandioca (apenas para tirar ramas plantada na parte superior da área e na parte de baixo, açafrão no lugar da mandioca)
Açafrão

Culturas semi-perenes
Vinagreira
maracujá – mudas plantadas nos tocos das árvores queimadas.

Plantas adubadeiras:
Margaridão: na parte de cima onde o solo é mais seco foi plantado deitado e na parte baixa, em pé. A estaca em pé tem raízes mais profundas, porém até o total pegamento, a muda é frágil e qualquer esbarrão prejudica o pegamento, enquanto que a estaca deitada demora mais para brotar, porém apresenta número maior de brotações.

Coquetel de adubação verde - feijão de porco, girassol, guandu, tefrósia, mamona, milho, crotalária

AVALIAÇÃO
O público do mutirão foi 30% menor em relação ao habitual. Para muitos, isso resultou em eficiência no processo, melhor organizado. Diurene e Gaminha estabeleceram um pré-desenho na área pré-coveada para a banana (cultura raiz) e souberam repassar isso no planejamento participativo. Para os próximos mutirões deve ser elaborado o croqui em papel pardo para ficar registrado e memória do módulo agroflorestal.



Confraternização.




Facilitador: Antonio C. P. Devide - pesquisador da APTA
Fotos: Imagens cedidas por Silvia Cardinalle do IBS - Instituto Biosistêmico
Relator: Clóvis Oliveira- pesquisador do Instituto de Botânica
Revisor: Antonio Devide (APTA)

REALIZAÇÃO:




PROJETO AGROQUINTAIS








 AGROECOLOGIA NA ESCOLA 


Figura 1: E.E. Milad, colheita de plantio feito pelos próprios alunos.


O QUE É?

O Projeto Agroquintais, vinculado ao programa Pinda Verde e patrocinado
pela empresa Tenaris CONFAB vem, desde 2009, desenvolvendo ações
voltadas a melhoria da qualidade de vida da população através do
incentivo ao cultivo agroecológico. Nas escolas, por meio do “Projeto
Agroquintais- Agroecologia na Escola” além da capacitação de jovens e
crianças para o resgate dessa atividade milenar que é a agricultura, nosso
objetivo tem sido utilizar a atividade de plantio como ferramenta de
motivação para a ressignificação dos conteúdos curriculares (PCNs) e
ainda como forma de sensibilizá-los para os impactos advindos das ações
antrópicas no planeta. Estamos hoje com parcerias em sete escolas da
rede pública onde os alunos tem tido a oportunidade de semear, cultivar,
colher e saborear alimentos integrais totalmente isentos de agroquímicos.
Durante nossos encontros semanais com os alunos exploramos os mais
diversos temas que dizem respeito a poluição, consumo consciente,
destinação de resíduos, cidadania entre tantos outros. Além da atividade
em si, são também desenvolvidas oficinas que nos permitem correlacionar
estes temas aos cultivos de forma prática.
O uso dos cultivos em escolas vem a cada dia se notabilizando pela
facilidade que oferece de enveredar pelos mais diversos temas
curriculares, pondo em prática justamente um dos gargalos do sistema
educacional que é ressignificar os conteúdos de forma a dar sentido a
eles. Sendo a agricultura a atividade humana mais antiga praticada pelo
homem, e o motivo pelo qual a humanidade deixou de vagar pelas
planícies em busca de alimentos, a atividade olerícola propicia tanto a
ilustração do homem ao longo da história, como também passeia
facilmente entre elementos das demais disciplinas como matemática,
física, química, português ou biologia. Esta flexibilidade ocorre devido aos
processos que encerra em si à partir da interação dos elementos terra,
água, ar e seres vivos. Enfim, a horticultura vem assumindo importância
nas escolas do mundo todo justamente por apresentar estas e muitas
outras possibilidades.
Além dos argumentos expostos o hábito de plantar traz em si a
possibilidade do re-encantamento: acrescentando o verde ao cinza
trazemos a vida, a esperança; são inúmeros os casos de pessoas que
praticam a jardinagem pelo bem estar que ela propicia.





Acima vê-se a construção de um desidratador solar, construído pelas crianças como forma de vivenciar um dos fatore mais básicos que orientam as plantações: os movimentos de rotação e translação do sol:
Da esquerda para a direita:
1) Conversando sob a árvore: o Brasil é um país tropical, alto índice de irradiação solar, energia!
2) Construindo um desidratador de frutas solar
3) O desidratador pronto
4) Degustando as frutas secas!


Por outro lado, vimos assistindo em nossa cidade um rápido crescimento:
ao mesmo tempo em que este crescimento representa mais empregos e
recursos para o município traz também as consequências do crescimento
desordenado. Assim, bairros que até pouco tempo possuíam
características rurais como Feital, Jardim Eloyna, Castolira, hoje abrigam
grandes contingentes que chegam de todos os lados em busca de
trabalho. Esse cenário junto a outros da era da globalização vem
ameaçando nosso patrimônio cultural. De que nos alimentávamos em
nossa cidade, de que forma esse alimento era preparado, em que
situações? As respostas a estas questões em breve talvez não saibamos
mais responder. Neste sentido, temos trabalhado também nas escolas
com o resgate das hortaliças não convencionais, espécies nativas que ao
longo do tempo tem sido esquecidas, de alto valor nutricional e bastante
saborosas; ainda são conhecidas e consumidas por poucas pessoas de
gerações mais velhas, que habitam as periferias, outrora áreas rurais.
Hoje estamos iniciando a oitava escola com a qual estabelecemos parceria
no município. Três delas municipais e as restantes estaduais.
Estabelecemos parceria com Diretoria Regional de Ensino, que nos ajuda
muito com a mediação entre professores e diretores, temos também bons
relacionamentos com a Secretaria Municipal de Educação.
Nossa metodologia de trabalho inclui encontros semanais,
preferencialmente no contra turno e sempre pedindo a escola parceira
que haja pelo menos um professor que acompanhe as atividades que
desenvolvemos. A maior dificuldade que temos hoje diz respeito a quebra
do vínculo das pessoas com a terra: esta não é das atividades mais
glamorosas, o trabalho com a enxada (muitas vezes sob o sol) enfrenta a
concorrência da internet, celulares e projetos de dança e esporte. Os
professores muitas vezes não conseguem visualizar a forma de religar
matemática com o crescimento das plantas...

Assim mesmo há aqueles que se encantam de ver uma semente germinar,
um pé de alface crescer, e, a hora campeã entre as crianças: a colheita.
Escolas onde estamos presentes:

1) Escola Estadual Prof.Antonio Aparecido Falcão – Jardim Eloyna
2)Escola Estadual Profª Célia Keiko Ikeda- Jardim Maricá
3) Escola Estadual Prof.Eloyna Salgado Ribeiro – Jardim Morumbi
4) Escola Estadual Profº Wadi Miladi
5) Escola Estadual Yolanda Bueno- Feital
6)REMEFI Elias Bargis- Araretama
7) REMEFI Ruth Romeiro Azevedo- Beta
8) REMEFI Maria aparecida de Souza Camargo- a se iniciar

Este projeto é desenvolvido por dois agrônomos, cuja trajetória sempre
esteve ligada a agroecologia; com a participação de um estudante de
biologia. Para que pudessem prestar este serviço a empresa Tenaris
CONFAB criaram a empresa “Plantae, Agroecologia e Sustentabilidade”,
que surgiu da com esta finalidade. Hoje a empresa procura outro
patrocinador para agregar ao trabalho dos cultivos agroecológicos a
educomunicação; acreditamos que esta ferramenta nos ajude a trazer
outros alunos não somente envolvidos na produção propriamente dita
mas registrando e divulgando na escola e na comunidade as experiências
e aprendizados dos canteiros (e por que não?), das famílias em seus
quintais. Acreditamos que com essa abordagem poderemos potencializar
o trabalho que vimos realizando.


Coordenadora Eng.º Agrônoma
Ana Cristina Salles de Aguiar





14 de jan. de 2014

Mutirão Agroflorestal


SE AGENDE, FAÇA CONTATO E PARTICIPE DO MUTIRÃO AGROFLORESTAL DA DIURENE NO ASSENTAMENTO NOVA ESPERANÇA EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP

DATA: 17/01/2014






Quem vai participar deve fazer contato com DONA DIURENE pelo telefone:
(12) 99730-5588, para agendar o número de refeições e ferramentas.
LEVAR MUDAS E SEMENTES PARA A TROCA

COMO CHEGAR:
O sítio fica no lote 17, do Assentamento Nova Esperança I, em São José dos Campos.
Saindo pela Dutra em direção ao Centro de São José, segue para a VIA NORTE em direção ao BAIRRO ALTO DA PONTE. O ponto de referência é o CLUBE LUSO BRASILEIRO, na Estrada Pedro Moacir de Almeida, km 13. No final do asfalto, sair na 1ª esquerda, já está no Assentamento Nova Esperança I.

PROGRAMAÇÃO:
8:30h Recepção com café da manhã
9:00h O Projeto do MST e da Rede Agroflorestal
9:30h Histórico do Sítio, a escolha do local e do Sistema: DIURENE PAULINO
Planejamento e Mutirão
12:00 – 13:00h Almoço
14:00h Reunião de avaliação e encaminhamentos