16 de ago. de 2023

Projeto Café Agroflorestal no Vale do Paraíba

Um projeto realizado pela Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba em parceria com a The Nature Conservancy do Brasil (TNC)


O projeto está dividido em três frentes principais: 
  1. Mapeamento 
  2. Capacitações e excursão para a Coopfam (Cooperativa de Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região) para acompanhar etapas da cadeia produtiva do café
  3. Implantação de um total de 1 ha de Unidades Demonstrativas de Café Agroflorestal distribuídas em algumas regiões do Vale do Paraíba paulista.
A etapa 1, de Mapeamento, teve como objetivo identificar a produção de café, principalmente agroflorestal, no Vale do Paraíba Paulista e avaliar o cenário atual dos plantios agroflorestais bem como identificar o potencial de novas áreas de plantio. Foi finalizada a coleta de dados em julho, onde foram mapeadas 88 propriedades com interesse em plantio de café agroflorestal, dos quais 44 seguiram para a segunda etapa do mapeamento. A partir dos critérios de interesse para cafeicultura, 20 propriedades foram selecionadas para visitas presenciais.

LISTA DE PRODUTORES SELECIONADOS PARA VISITAS

NOME

CIDADE

Daniela Ferreira

Lagoinha/SP

Gilberto

Lagoinha/SP

Mariana

Lagoinha/SP

Alda maria Amaral

Lagoinha/SP

Ana Lúcia Fernandes Camacho Câmara

Lagoinha/SP

Hélio Neves

Santa Branca/SP

Hery Gaya

Lagoinha/SP

Juliano Hojah da Silva

Natividade da Serra/SP

Valdir Martins

São José dos Campos/SP

Luciano Correia dos Reis

São José dos Campos/SP

Altamir Bastos

São José dos Campos/SP

Maria Cristina Freire

São Luiz do Paraitinga/sp

Jose Laurivane Vagner Silva

Taubaté/SP

Maria do carmo faria do nascimento

Tremembé/SP

Janaina cristina cora santos anacleto

Tremembé/SP

Roseli Ferreira Bernardo

Tremembé/SP

Estanislau Teles Silva

Tremembé/SP

Ivone Almeida de Oliveira

Tremembé/SP

Maria helena de oliveira

Tremembé/SP

Michele Anita da Silva

Tremembé/SP


A etapa 2 Capacitação:  Iniciou em julho com uma excursão de três dias para visitar propriedades de café orgânico/agroflorestal e uma cooperativa familiar de produtores de café em Poço Fundo/MG. Foram selecionados 15 agricultores/as para participar desse evento, onde tiveram a oportunidade de conhecer um pouco de todas as etapas da cadeia produtiva do café de forma prática.

PARTICIPANTES DA EXCURSÃO

NOME

CIDADE

Daniela Ferreira (Igor)

Lagoinha/SP

Mariana (Thiago)

Lagoinha/SP

Alda maria Amaral

Lagoinha/SP

Ana Lúcia Fernandes (Ariel)

Lagoinha/SP

Hélio Neves 

Santa Branca/SP

Eduardo

Santa Branca/SP

Hery Gaya

Lagoinha/SP

Valdir Martins (Vitor)

São José dos Campos/SP

Luciano Correia dos Reis

São José dos Campos/SP

Altamir Bastos (Thais)

São José dos Campos/SP

Jose Laurivane Vagner Silva

Taubaté/SP

Maria do carmo faria do nascimento

Tremembé/SP

Janaina cristina cora santos anacleto

Tremembé/SP

Roseli Ferreira Bernardo

Tremembé/SP

Michele Anita da Silva

Tremembé/SP


 

Além disso, serão realizados 5 (cinco) encontros presenciais divididos em 3 (três) aulas teóricas, 2 (duas) atividades práticas, no período de setembro a novembro de 2023. O conteúdo abordará o cultivo de café em sistema agroflorestal em todas as etapas referentes à produção: planejamento, implantação, manejo, colheita, beneficiamento e comercialização. As oficinas serão gratuitas, porém com vagas limitadas. 

Na etapa 3 - Implementação das Unidades Demonstrativas: serão realizados plantios de café agroflorestal totalizando, aproximadamente, 1 hectare de área plantada. 
Os locais onde serão implementadas as UD serão escolhidos a partir dos dados obtidos durante as visitas técnicas realizadas e de acordo com os critérios pré-estabelecidos pelo projeto. Neste momento, os técnicos do projeto estão realizando visitas para definição das áreas e dos projetos de plantio. O início do preparo das áreas deverá ocorrer em setembro. 

Agradecemos a participação de todos que preencheram os formulários e receberam as visitas pelo projeto, e também ao apoio da TNC e da REDE AGROFLORESTAL DO VALE PARAÍBA. Informamos que está sendo pleiteado um recurso adicional para a implementação de mais áreas e, sendo concretizado esse recurso, novas áreas serão selecionadas. Aos que preencherem os formulários do projeto, seus dados estão salvos em nosso banco de dados e havendo oportunidade de novo recurso entraremos em contato novamente.

Equipe do projeto:
Daniella Azevedo - coordenação
Adrian Pereira, Leandro Braz Camillo, Leonardo Noronha, Thales Guedes Ferreira - técnicos do projeto
Marina Campos - TNC

6 de jun. de 2023

Reunião Mensal on-line da Rede Agroflorestal





Pauta 

*Leitura da ATA de Maio* (atualizações);

*Informes gerais*
- Regimento interno (concatenar informações de todos os GTs e CD); 
- Prestação de contas (Leandro); 
- Projeto Fehidro;
- GT Comunicação: email institucional/drive/site;
- Feira do MST;
- Equipamentos -cozinhas comunitárias;
- Evento sobre Restauração-Pindorama;

*Tópicos especiais*: 
- Plano financeiro;
- Cadastro Equipe Técnica (GT Projetos); 
- Projeto Café (Daniella); 
- Projeto Sementes (ISA/APTA/Coomatre); 
- Renasem (Coomatre);
- Edital Iniciativa Verde (Klécia); 
- Edital Fundo Casa (Tati); 
- Projeto Juçara - Pinda. (Corredor Ecológico, APTA e GT Juçara);  






12 de mai. de 2023

PROJETO CAFÉ AGROFLORESTAL NO VALE DO PARAÍBA - 2023 - Rede Agroflorestal Vale do Paraíba

 

PROJETO CAFÉ AGROFLORESTAL NO VALE DO PARAÍBA - 2023







A Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba, em parceria com a TNC - The Nature Conservancy, está realizando o projeto Café Agroflorestal no Vale do Paraíba que tem como objetivo fomentar a produção de café em sistemas agroflorestais na região. 

 O projeto possui três etapas: 1) Identificação das unidades de produção de café agroflorestal já existentes e de plantios agroflorestais com potencial para introdução do café; 2) Encontros de capacitação sobre as diferentes etapas da produção de café, visita à uma cooperativa familiar de café no sul de Minas (COOPFAM) e plantios de café agroflorestal; 3) Implantação de Unidades Demonstrativas de café agroflorestal

 Nós, da Rede Agroflorestal gostaríamos de convidar você, agricultor do Vale do Paraíba a participar do nosso mapeamento para levantar a produção atual e o potencial de produção de café agroflorestal na região. 

 Por que participar? 

 Mas, afinal, qual o benefício de aderir ao mapeamento? A ideia desse mapeamento é compreender o potencial de produção da região para avançarmos com projetos de estruturação da cadeia de café agroflorestal (produção, comercialização, beneficiamento, certificação orgânica, dentre outros). Assim, queremos que seus produtos cheguem a mais mercados e a mais pessoas, valorizando e desenvolvendo essa cadeia produtiva! 

 Como Participar? 

 Para participar do projeto basta acessar o link abaixo do formulário online. A participação é gratuita. O questionário pode ser acessado também através de seu celular e o preenchimento demandará somente alguns minutos. 


Caso haja alguma dúvida ou dificuldade no preenchimento entre em contato conosco pelo e-mail redeagroflorestalvp@gmail.com ou nos telefones 12 9 8119 9383 ou 12 9 97115840 para outras dúvidas. 

Agradecemos antecipadamente a sua colaboração.


7 de mai. de 2023

A 11ª Feira de Trocas de Sementes Crioulas e Mudas de Cunha reúne centenas de agricultores e visitantes

 Dia da Terra, 22 de abril, é celebrado durante os eventos do 21º Festival do Pinhão

A 11ª Feira possibilitou a troca de mais de 153 variedades de espécies agrícolas e florestais.

Cunha, SP, 24 de abril de 2023 – Este sábado 22 de abril coincidiu com a celebração mundial do Dia da Terra. Em Cunha, SP, os que trabalham diretamente com a Terra – como agricultores que geram alimentos e ambientalistas que protegem o planeta – tiveram uma abordagem prática e metódica: sublinhar a importância da semente, símbolo da vida. O evento promoveu a conservação, o uso e a distribuição de sementes crioulas para que a população local tenha uma alimentação mais saudável. 

A 11ª Feira de Troca de Sementes Crioulas e Mudas foi realizada com sucesso em Cunha, reunindo cerca de 500 participantes que se deslocaram de 31 bairros vizinhos e 33 municípios da região para permutar sementes, grãos, hortaliças, mudas, estacas e tubérculos. Técnicos do evento identificaram que 153 variedades de espécies agrícolas, florestais e adubadeiras foram expostas sobre os longos e multicoloridos tecidos chita que adornavam a calçada em frente à Igreja Matriz da cidade. 

A 11ª Feira de Troca de Sementes reuniu na praça central de Cunha mais de 500 pessoas de 33 municípios da região.

A espécie que mais luziu no encontro foi o pinhão, produto do pinheiro-brasileiro, a Araucaria angustifolia. Sementes, mudas e pinhas inteiras foram objeto de trocas animadas entre agricultores tradicionais e os chamados novo-rurais, que recentemente trocaram suas moradas urbanas por uma vida mais saudável no campo. 

Alguns pinhões também brilharam no palco, resultado do concurso organizado pela Feira. A agricultora Lucimeire Alves de Toledo ganhou o Primeiro Lugar da competição “Maior Pinhão de Cunha” ao trazer do bairro Vargem Grande uma semente que pesou 16 gramas e recebeu troféu e prêmio em dinheiro. O segundo maior pinhão, com 15 gramas, veio da propriedade de Ana Paula Barros Moura no bairro do Paraibuna, e o terceiro, com 14 gramas, chegou pelas mãos de João Marcos Monteiro do bairro Sertão de Santa Bárbara. 

A 11ª Feira de Troca de Sementes foi realizada no contexto do 21º Festival do Pinhão de Cunha. Lucimeire (esq.) ganhou o 1º lugar com o "Maior Pinhão de Cunha".

O evento também foi rico em palestras, oficinas e trocas de informações realizadas em três locais diferentes. Nesse ano, como a Feira de Troca de Sementes foi realizada dentro do contexto do 21º Festival do Pinhão de Cunha, grande parte das apresentações enfocaram o pinhão. Os temas escolhidos foram os valores econômicos, culturais, ambientais e nutricionais da semente da araucária, assim como os saberes culinários que usam o pinhão em receitas de bolos, pães e sopas locais.

3 de mai. de 2023

Uma rede de intercâmbio de ciência e tecnologia está sendo construída entorno das agroflorestas e muvucas

A prof. Dra. Klécia Massi, do ICT-Unesp (em São José dos Campos), associada à Rede Agroflorestal, está desenvolvendo com seus alunos de graduação em Engenharia Ambiental alguns projetos de monitoramento de muvucas e SAFs. 

Equipe coordenada pela Profª Klécia Massi para monitorar áreas de restauração com muvuca.

1) O estudo da Viviane Ribeiro, que é co-orientado pelo Pesquisador da Apta, Dr. Antonio Devide, tem como objetivo o monitoramento de áreas de restauração via semeadura direta, situadas em pequenas propriedades rurais localizadas na Zona de Amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar - Núcleo Cunha, com o intuito de averiguar a efetividade da técnica empregada (muvuca de sementes). O projeto está sendo realizado em parceria e com o apoio da Serracima. O monitoramento das áreas está sendo feito seguindo diferentes protocolos de campo estabelecidos pela The Nature Conservancy Brasil (TNC). O projeto já teve dois monitoramentos semestrais e terá um último, em julho de 2023. Fotos: instaSerracima 

Trabalho de monitoramento de áreas em Cunha/SP.

Trabalho de monitoramento de áreas em Cunha/SP.

2) Daniela Duque, está iniciando o desenvolvimento, em parceria com a Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba, a ong Corredor Ecológico, a iniciativa Ecosystem Restoration Camps e o sítio Desperto, de um protocolo participativo de monitoramento de SAFs. A metodologia contará com Oficinas presenciais, em que será construído o protocolo de monitoramento de SAFs que seja útil e viável a agricultores e agricultoras.

  
Michel Bottan coordena o Sítio Desperto. Fonte: <https://www.ecosystemrestorationcommunities.org/community/desperto-brazil/>

3) No âmbito do recém-aprovado projeto QUALIDADE DAS SEMENTES FLORESTAIS E INDICADORES DE PLANTIO DE RESTAURAÇÃO COM SEMEADURA DIRETA, que contará com a coordenação da APTA e será desenvolvido em parceria com a UNITAU, também se realizarão Oficinas presenciais, em que será construído o protocolo de monitoramento de muvucas que seja útil e viável a agricultores e agricultoras. 
O lançamento desse projeto ocorreu no 1º Encontro dos coletores de sementes, em 2022, na APTA em Pindamonhangaba e reuniu representantes dos coletores e coletoras do Vale do Ribeira e do Vale do Paraíba, atividade organizada pela Coomatre, MST, Agroícone, iniciativa Caminho da Semente, ISA e APTA. Ainda houve apresentações do ISA, UNITAU e UNESP, além da ampla troca de conhecimentos entre coletores e coletoras. 
Início da oficina que reuniu na APTA os coletores do Vale do Ribeira e Vale do Paraíba
Professora Klecia realiza uma apresentação com enfoque nas sementes florestais.

Profs. Julio Almeida e Cicero Moure recebem homenagem após apresentarem o Laboratório de Sementes da UNITAU

Oficina de identificação de espécies, técnicas de coleta e beneficiamento de sementes no intercâmbio entre coletores/as e técnicos/as

Grupo que participou do treinamento para coletores/as de sementes florestais


Texto: Klecia Gili Massi - professora do ICT São José dos Campos - UNESP
Imagens: Aline Caltabiano - SerrAcima e Antonio Devide - APTA
Edição para o blog: Antonio Devide - Pesquisador da APTA




18 de abr. de 2023

ENCONTROS DE GRUPOS DE TRABALHO PREPARAM A REDE AGROFLORESTAL PARA O REGIMENTO INTERNO E OUTROS PROJETOS

Por Heliene Macedo - doutaranda da URGS

Desde as atividades no dia 16/3 na APTA Regional de Pindamonhangaba, quando das oficinas que deram início formal aos trabalhos participativos entorno da elaboração do Regimento Interno da Rede Agroflorestal, os encontros dos Grupos de Trabalho não param de acontecer!!! 

GT Projetos em oficina no dia 16/3 na APTA Regional de Pindamonhangaba.

Esses encontros são abertos, mas todo participante precisa ler o Plano de Ação da Rede Agroflorestal para conseguir acompanhar a ordem dos trabalhos e dessa forma contribuir para o Regimento Interno.

Informe do GT Mutirão

Com o objetivo de avançar na Elaboração das Bases do Regimento Interno da REDE, o Grupo de Trabalho GT Mutirão se reuniu nesta manhã (18/4). 

O GT Mutirão tem como função ser, principalmente, um meio de divulgação dos SAF e de formação popular. Busca incentivar e diseminar práticas agroecológicas, unindo os conhecimentos populares e acadêmicos, com a participação de agricultores, técnicos e educadores, melhorando a qualificação profissional e suprindo, em parte, a escassa oferta de assistência técnica e extensão rural (ATER) oficiais. Somado a isso, tem como objetivo integrar instituições de ensino, ciência e tecnologia, organismos públicos e privados para desenvolver pesquisas no ensino formal tendo como base os SAF implantados nas undiades de produção, inserindo a agenda de demandas dos SAF nas instituições de ensino, ciência e tecnologia. 

Oficina de trabalho online para compor o Regimento Interno do GT Mutirão.

Nessa reunião, foram discutidas, a partir do Plano de Ação da Rede, as ações previstas que precisam ser organizadas pelo GT, elencando as diretrizes de atuação dos associados e o que não é desejável, bem como a esfera para tratar e solucionar as questões que venham a surgir.  

Uma próxima agenda será definida para finalizarmos essa atividade. Convidamos a todos e todas que desejam contribuir nessa elaboração para se somarem conosco! Seguimos, agroflorestando o Vale!

Adaptação para o blog: Antonio Devide - Pesquisador da APTA Regional de Pindamonhangaba.

27 de mar. de 2023

ACONTECEU: Oficinas práticas de soberania alimentar e nutricional e a governança de projetos com a Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba


Foi inaugurada do dia 16/3/2023, no Setor de Fitotecnia da APTA de Pindamonhangaba, uma cozinha experimental de apoio as pesquisas e para trabalhos de formação de pessoas no manuseio de PANC e frutas nativas.

Este projeto  é fruto da parceria da APTA com a Rede Agroflorestal, Instituto Auá e Corredor Ecológico do Vale do Paraíba. Essa parceria viabilizou a reforma da instalação e a aquisição de equipamentos. Atualmente, a cozinha experimental está equipada com 1 freezer horizontal 500 L, 1 fogão semi-industrial com 5 bocas e forno, 1 liquidificador inox de 4 L, 1 moedor multiuso, 1 balança inox, 1 despolpadeira de juçara de 20 L, 1 colheitadeira de juçara, 1 bancada inox com prateleira, 1 balança eletrônica e 1 balança mecânica e ainda está para chegar 1 despolpadeira de cambuci e frutas moles de 60 L. 

 
A aquisição dos equipamentos teve origem dos recursos da Fundação Banco do Brasil no âmbito do projeto Ecomercado coordenado pelo Instituto Auá. Já a reforma do prédio foi uma iniciativa do Corredor Ecológico em projeto desenvolvido com recursos da empresa Dupont - filial Pindamonhangaba. Em ambos os casos as organizações parceiras fortalecendo a Rede Agroflorestal.

A meta é ampliar a escala de atendimento aos agricultores e agricultoras da região, coletando informações para desenvolver pesquisas focadas nas demandas desses atores e oficinas que valorizem o conhecimento local compartilhado, promovendo simultâneamente o aprendizado coletivo prático que consiste no 'aprender fazendo' e na educação colaborativa de agricultor/a para agricultor/a.

A utilização do espaço da APTA deve ser agendada com certa antecedência com os pesquisadores responsáveis Cristina Castro e Antonio Devide, os participantes devem estar de acordo com o protocolo de pesquisa que prevê a coleta de informações, o uso de imagens, bem como o investimento dos usuários para cobrir as despesas de limpeza do espaço e manutenção dos equipamentos.

Informações e-mail:

cristina.castro@sp.gov.br e antonio.devide@sp.gov.br ou pelo whats 12-99636-9463


Histórico da atuação da APTA

No Setor de Fitotecnia da URPD de Pindamonhangaba são desenvolvidos projetos e pesquisas com enfoque em Agroecologia que abrangem a Segurança Alimentar e Nutricional e os sistemas de produção de base agroecológica, com ênfase nos Sistemas Agroflorestais. 

Tanto as PANC – Plantas Alimentícias Não Convencionais quanto as frutas nativas fazem parte da sociobiodiversidade que está sendo estudada com os agricultores e agricultoras do Vale do Paraíba desde o ano de 2012, tendo ênfase os participantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra representados pela Cooperativa Mista de Agricultores de Tremembé e Região - Coomatre. 

Recentemente, no ano de 2021, a APTA criou a RA.R. - Rede Agroecológica Regional, que busca ampliar a escala de atendimento as demandas por pesquisas em agroecologia com a participação da sociedade civil organizada. É nesse contexto que a APTA de Pindamonhangaba se insere, ora estritando os laços com movimentos sociais organizados, ora propondo novas formas de se fazer a ciência cidadã.

Como foi o evento - programação:

7:30-8:00 h - Acolhimento, café colaborativo e inscrições

8:00-9:00 h - Apresentação de Projetos e Parceiros: APTA, Rede Agroflorestal Vale do Paraíba, Coomatre, Instituto Auá, Corredor Ecológico do Vale do Paraíba.

9:00-10:30 h – Oficina sobre frutas nativas com experiências dos associados da Rede Agroflorestal Natália Martín e Pedro Procópio do Sítio Flor da Rainha

10:30-11:30 h – Oficina sobre o Ora-pro-nóbis - barrinha de cereal com professor Ederaldo Godoy - Projeto “Ecoprodução de proteína vegetal a base de ora-pro-nóbis” - CATALISA ICT – SEBRAE

9:00 – 11:00 h – de maneira simultânea foi realizada visita aos experimentos da APTA com sistemas agroflorestais com o excedente de participantes – com Antonio Devide

11:30 – 14:00 h – Integração, troca de experiências e almoço com a degustação de PANC e frutas nativas com Denize Napier

14:00 - 16:00 h – Oficina de construção do Regimento Interno da Rede Agroflorestal a partir dos Grupos de Trabalho (GT)

16:00 h – Assembleia Geral Extraordinária da Rede Agroflorestal

17:00 h – Encerramento

Oficinas

Foram três oficinas, sendo a primeira de extração da polpa de juçara, cujos cachos foram colhidos em Ubatuba e Pindamonhangaba sendo a atividade coordenada por Natália Martins e Pedro Procópio.

Colheita de juçara higienizada


Seleção de juçaras maduras e retiradas das verdes e verdolengas

Material selecionado para despolpa

Polpa que será misturada com suco de limão e banana nanica bem madura

Sementes de juçara para o plantio

Natália Martins finaliza o produto com degustação

Outra oficina foi sobre a planta comestível ora-pro-nóbis no âmbito do projeto desenvolvido pelo professor Ederaldo Godoy no projeto de Ecoprodução de proteína vegetal a base de ora-pro-nóbis.

Professor Ederaldo Godoy explica o projeto de ora-pro-nóbis

A terceira oficina foi de apresentação da alimentação preparada a partir de PANC por Denize Napier do CPIC - Centro de Práticas Integrativas Complementeares da Prefeitura de Pindamonhangaba com a ajuda de Patrícia Caro.

 Denize apresenta os pratos com PANC

 Arroz azul com cunhã (Clitoria)
Chaia, outra PANC utilizada
  
Angu com ora pro nóbis 

 

 

 







Farinha de milho com chaia e outras PANC


 Cará moela, coração de bananeira e melão cruá

 Salada de vinagreira roxa com flores

 salada de quiabo com azedinha e flores

Visitas guiadas

Foi oferecido aos participantes interessados em conhecer os experimentos da APTA uma visita guiada. Foram vistos os SAF Macaúba que visa estudar a adaptação de cultivares de banana e frutas nativas em consórcio com a palmeira macaúba, araribá e a arbórea gliricídia manejada com poda para adubação verde.

Em outra área conheceram as pesquisas com cará - Dioscorea, plantado a pleno sol e em SAF, sendo o projeto financiado pela FAPESP e coordenado pelo pesquisador do IAC Luis Carlos Bernacci. Neste projeto foi apresentado o dado de conservação do solo fornecido pela pesquisadora Isabella Clerici De Maria que ressalta a maior quantidade de argila dispersa em água nas áreas de manejo intensivo (cará a pleno sol mecanizado) em comparação ao cará em SAF e a floresta (testemunha). O teor de argila dispersa é um indicativo de conservação do solo. Quanto menor o teor, maior a conservação.

Outras áreas visitadas: 

horto de PANC em SAF com gliricídia, banana e araçá; área de aleias com faixas de flemíngia, pitangueira, tefrósia e capim guatemala, SAF Olho dágua (plantado por mudas e semeadura direta/muvuca).

Cessão de uso dos equipamentos

Após o almoço foi realizada reunião com Gabriel Menezes - diretor do Instituto Auá, e os representantes de núcleos da Rede Agroflorestal - APTA (Antonio Devide, representando a pesquisadora Cristina Castro), Fazenda Nova Gokula (Gouralila represnetando os demais membros da fazenda que estiveram no evento) e  Coomatre, representando o MST Lagoinha e Tremembé (Deise Alves) - para assinatura de termo de cessão de uso com expplicações obre o uso responsável, compartilhado e o papel dos coordenadores na estruturação das cozinhas e da comunidade para participar do proojeto de SAF.

Gabriel Menezes / Auá apresenta o projeto Ecomercado

Deise Alves representando a Coomatre oficializa o recebimento dos equipamentos
Goura lila representando a Fazenda Nova Gokula oficializa o recebimento dos equipamentos
Antonio Devide representando a APTA Pindamonhangaba oficializa o recebimento dos equipamentos
Cerimônia de cessão de uso dos equipamentos com o Instituto Auá e a Rede Agroflorestal

Em um prazo de 30 dias o pesquisador Antonio Devide irá encaminhar um questionário para o mapeamento da situação de cada unidade visando plçanejar estratégias para superar as dificuldades e fomentar o trabalho dos núcleos.


Construção do Regimento Interno da Rede Agroflorestal

A construção do regimento interno é uma atividade que envolve os GT - Grupos de Trabalho que foram criados por ocasião do Plano de Ação da Rede Agroflorestal e abrangem as seguintes áreas: 

  • GT Mutirão - tem a finalidade de articular o calendário de mutirões e vivências, bem como estruturar as equipes dos núcleos envolvendo os agricultores e agricultoras e os técnicos para juntos melhorarem o planejamento participativo dos mutirões e dos SAF, indicando, inclusive, as posturas desejáveis e indesejáveis dos associados no que tange essa organização, bem como as esferas para dirimir dúvidas. Também ficou como prerrogativa desse GT estruturar a ATER de agricultor/a para agriculto/a e os convêncios com instituições de ciência e tecnologia para promover estágios de vivência e obrigatórios nas áreas dos/as agricultores/as.
  • GT Projetos - tem a finalidade de fomentar a formação de equipes para estudo de editais e elaboração de projetos, bem como criar as bases do regimento interno que estão relacionadas a como deve funcionar o fluxograma dos projetos (registro, formação de equipes, coordenação, prestação de contas, etc.), indicando as posturas desejáveis e indesejáveis dos associados no que tange a contratação de projetos com a Rede e as esferas para dirimir dúvidas. 
  • GT Comunicação - tem a finalidade de formar uma equipe de comunicadores que irão promover a difusão das informações e principalmente criar as bases do funcionamento desse GT no regimento interno, indicando inclusive as posturas desejáveis e indesejáveis dos associados no que tange o uso da logomarca e divulgação da Rede e dos SAF, bem como as esferas para dirimir dúvidas. 
  • GT Comercialização - visa estabelecer as bases da comercialização dos produtos agroflorestais, regular o uso de logomarca da Rede Agroflorestal atestando a origem de produtos agroflorestais, realizar pesquisa para levantar as unidades de produção e criar roteiros de venda, bem como plataforma de e-commerce, dentre outras ações. Também é uma prerrogativa deste GT indicar as posturas desejáveis e indesejáveis dos associados no que tange a comercailçização de produtos e as esferas para dirimir dúvidas. 
  • GT Sementes - esse GTvisa potencializar o trabalho dos coletores e produtores de sementes que está sedo estruturado junto a Coomatre, bem como fomentar com que os recursos genéticos estratégicos de culturas e frutas nativas, como exemplo, se tornem de uso geral pelas famílçias camponesas. Também é uma prerrogativa deste GT indicar as posturas desejáveis e indesejáveis dos associados no que tange a ao manejo dos recursos genéticos e as esferas para dirimir dúvidas. 
  • CD - Conselho Deliberativo: tem a finalidade de organizar as bases do funcinamento físico financeiro da Rede Agroflorestal, apoiar os GT. 

Os participantes foram divididos em GT para com o apoio de uma pessoa coordenadora e outra secretariando para preeencherem um quadro com linhas (itens a inserir sobre como a Rede deve atuar/se estruturar) e colunas (que indicavam o que é desejável e o indesejável para a pessoa associada), juntamente com a esfera para deliberar sobre determinado assunto. 

GT Projetos 


Assembleia Geral Extraordinária

Ao final da tarde os presentes se reuniram no auditório da APTA para a AGE que visou apresentar o histórico da fundação da Rede Agrofloprestal e o balancete do ano de 2022, bem como o ingresso de novos membros associados.

Assembleia Geral Extraordinária com apresentação das contas de 2022 e ingresso dos associados

Parcerias: 

APTA Regional RAR – Rede Agroecológica Regional da APTA, Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba, Coomatre, MST Vale do Paraíba, Instituto Auá, Corredor Ecológico do Vale do Paraíba 

GT Comunicação: 

Marcielle Monize, Lucas Lacaz / A13 e Monique Oliveira foram responsáveis pela cobertura e veiculação de material de divulgação no instagran: rede.agroflorestal <https://www.instagram.com/p/CqOBVtBu_L9/> e facebook.

Por Antonio Devide - pesquisador da APTA de Pindamonhangaba